Lucieli Dornelles
blow-by-blow


Março 31, 2009

DUAS SEMANAS NO PARANÁ

Piratini/RS

Amanhã de manhã eu e Ellen estaremos dentro de uma aeronave rumo à cidade paranaense de Londrina, há 369 quilômetros da capital Curitiba. No final da semana também estarão por lá outras dezenas de colegas do Canal Rural e do Grupo RBS. É que vai ter início a 49ª Exposição Agropecuária e Industrial do Paraná.

Falar da Expolondrina faz-me lembrar importantes momentos, profissionalmente falando. No ano passado eu também participei da cobertura da feira: nunca tinha feito uma transmissão completa de exposição, logo, nunca tinha ficado tantas horas seguidas no ar. E adorei o desafio! Arrisco-me a dizer que minha profissão de repórter teve, como divisor de águas, o trabalho que desenvolvi naqueles dias. Uma tarefa longa e cansativa, confesso, mas extremamente gratificante. Até porque, nada consegue ser mais agradável do que a sensação de missão cumprida.

A correria diária não permitiu que eu conhecesse, de fato, a nossa Londres brasileira – só pelos vidros do carro, diga-se, durante o trajeto hotel - Parque Governador Nei Braga - mas foi o suficiente para admirar os esforços dessa gente que com empenho e dedicação transformou a Expolondrina em um dos mais importantes “termômetros” da nossa pecuária. Não só por anteceder a impecável Expozebu e mostrar a resposta do mercado à genética produzida no país, mas por destacar a eficiência e qualidade do que acontece na região Sul.

Um ano depois, começo a pesquisar o que mudou, o que melhorou, enfim, o que nos espera de novidades na feira que, ressalto, hoje é uma das principais (em tamanho e volume de negócios) vitrines populares do agronegócio nacional.

Descubro que o rebanho paranaense aumentou e leio estimativas do presidente da Sociedade Rural do Paraná, Alexandre Kireff, sobre o aumento de emprego e renda - graças ao valor mais alto das commodities. Fico contente! Até orgulhosa por, mesmo que de forma indireta, fazer parte dessa festa! Muito bom concluir que apesar da crise mundial (que inevitavelmente vem acompanhada de economia e precaução), as perspectivas ainda são as melhores.

Só pra vocês terem uma idéia, em 2009, os remates têm início um dia antes da abertura da feira, tamanha a procura de espaço para pregões. Sem contar que a meta geral é crescer 4%! Ficarei na torcida: assistindo bem de perto as condecorações de uma vitória construída com organização, capricho e vontade de vencer...

P.S.: volto na Páscoa!!!
P.P.S.: tentarei das notícias de lá.

posted by Dornelles, L. | 7:01 PM
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Março 30, 2009

TRÊS LETRINHAS

Não acredito que esteja falando de TPM neste blog. Justo eu que durante toda a vida orgulhei-me ao contar pra Deus e o mundo que não tinha TPM. Sério. Eu nunca soube o que é, mensalmente, ser acometida por estresse, mau humor, choramingos, emoções à flor da pele e todas as intempéries do tipo.

Aliás, quando alguém justificava algo colocando a culpa na maldita, eu pensava baixinho:

- Que TPM o que, isso é pura manha!

Eis que hoje, depois de muita chatice, indagações, mal estar e até uma briga com um amigo - por uma injustificável falta de tolerância da minha parte, diga-se - alguém me dá o veredicto:

- Bah, mas que TPM, hein?

Penso. Reflito. E percebo que faz sentido, cronologicamente falando. Recolho-me a minha insignificância.

(mas não garanto que, no final das contas, não seja só manha mesmo...)

posted by Dornelles, L. | 10:52 PM
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Março 28, 2009

AH, OS CAVALOS...

Quem estava sintonizado no Canal Rural ontem à tarde pôde conferir a transmissão de um remate que é a nova aposta da APPS (Agência Paulista de Puro Sangue). O Top Classic de Reprodução colocou em pista mais de cem exemplares nacionais e importados de primeira qualidade.

O pregão, promovido pelos Haras Anderson, Mondesir e Old Friends, reuniu importantes criadores do país em Bagé (RS) e faturou 1, 353 milhão. Foram cinco horas ao vivo e um show de beleza e genética da raça considerada uma das mais velozes do planeta. Atualmente o PSI constitui uma base sólida de criações e corridas nos quatro cantos do mundo, mas também é um excelente cavalo de sela para passeio e uma raça melhoradora: aperfeiçoando animais fisicamente inferiores ao agregar velocidade, músculos e agilidade, o PSI tem um papel fundamental na formação das principais raças modernas de cavalos para esporte.

Bom, eu poderia escrever aqui muitas e muitas linhas que pudessem resumir as qualidades do Puro Sangue Inglês e o que representa hoje para o mercado equestre brasileiro, mas meu objetivo neste post é escrever de uma forma generalizada... contar sobre a minha relação com eles que, pra mim, são os melhores amigos do homem: os cavalos.

Por ter nascido no Rio Grande do Sul sempre tive mais contato (e uma paixão que dispensa comentários) com os Crioulos, mas a verdade é que não há nenhuma raça que não me traga encantamento ou não me faça lembrar de onde vim.

SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA

Piratini/RS

Meu amor por cavalos começou muito cedo. Aos três anos, ganhei de aniversário nada menos que um pônei tubiano. O bichano, lindo, e - até então! - calmo e manso trouxe-me felicidade por pouco tempo: foi com ele que levei o primeiro tombo da minha vida (aos quatro anos). Assustada, depois de segurar nos arreios durante vários minutos enquanto o pônei, furioso e agitado, empinava e relinchava, decidi nunca mais chegar perto de um equino. Em vão. A infância no campo só me fez amá-los ainda mais. Confesso que passei algum tempo medrosa, andando a cavalo somente com meu avô, mas aos nove anos o sangue falou mais alto, tomei coragem e voltei a montar sozinha.

Mais de quinze anos se passaram e a certeza é a mesma: não há sensação que se compare ao vento no rosto na hora de um galope. Ou trotear pelo campo, lado a lado com pessoas que a gente gosta, com o sol torrando no rosto.

A vida corrida da capital, as obrigações do dia-a-dia e a distância "lá de fora" (é esse o termo que os gaúchos usam para se referir à estância, sítio...) parecem me afastar, a cada ano, de uma das coisas que mais me trazem prazer. Mas aí vem o Canal Rural e, como sempre, aproxima-me dessas que, sem dúvida, são algumas das minhas melhores lembranças. Não tem preço...

posted by Dornelles, L. | 10:53 PM
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Março 26, 2009

ASTERISCOS ALEATÓRIOS

* Daqui a pouco viajo para o sudoeste do Rio Grande do Sul. A cidade, Bagé, nunca foi das minhas preferidas, mas tornou-se especial desde que a Luci passou a morar lá. Porque não há nada melhor do que unir o útil ao agradável: passarei três dias trabalhando na campanha gaúcha e hospedada na casa dela.

* Duas semanas atrás Toronto fez 175 anos! E hoje Porto Alegre comemora 237 anos.

* Esse calorão da capital rio-grandense já deu o que tinha que dar, né? Quero outono com cara de outono!

* Quarta-feira que vem estou indo passar duas semanas em Londrina, no Paraná. Partindo do princípio que algumas das minhas melhores lembranças/experiências - profissionalmente falando - aconteceram lá (ano passado), estou bem contente com esse destino.

* Já contei que passei meu primeiro dia em Toronto com o dedo indicador da mão direita sangrando quase sem parar? É que os dois gatos e a cadela do Larry me adoraram à primeira vista, mas, em compensação, o cachorrinho irritado de uma vizinha... me odiou. Fiquei uns três dias com o dedo inchado e latejando. Super agradável!

* 2009 começou maravilhosamente bem e agora dá sinais de chatice extrema. Tenho a nítida impressão de que anos ímpares, além de marcarem muitas mudanças na minha vida, sempre servem como balizadores da minha força e paciência. Confesso que nem uma, nem outra, têm me acompanhado tanto quanto eu gostaria, mas hei de virar o jogo.

* Preciso arrancar os quatro cisos, urgente. Já consultei, já recebi a lista com uma bagatela de remédios e agora falta-me tempo. Se tudo der certo as cirurgias acontecerão na segunda quinzena de abril. Vou tirar dois por vez, o que me irrita profundamente. Queria ser internada, tomar uma anestesia geral, ter os quatro dentes arrancados de uma vez, acordar no dia seguinte e ir trabalhar. Por que não dá pra ser "simples" assim?

* Meu aniversário de 25 anos é daqui a dois meses e só pra não perder o costume começo a lembrá-los, desde já, que livros sempre são um bom (ótimo) presente! Roupas, bolsas, sapatos, óculos, brincos, garrafinhas de whisky em miniatura, filmes, ingressos pra cinema e maquiagens também.

blog

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That's all folks!

posted by Dornelles, L. | 12:56 AM
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Março 23, 2009

DO OIAPOQUE AO CHUÍ
ou de Brasil a Toronto...

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O voo Porto Alegre/São Paulo atrasou horrores. Mas se tem uma coisa que não me abala nesta vida é problema de aeroporto. Depois de todos os perrengues que passei na época do acidente da TAM e do caos aéreo, tudo é lucro. Sentei-me no chão, fiz algumas ligações de "tchau", ouvi música e, pacienciosa, aguardei o embarque.

Em Guarulhos, mal tive tempo de experimentar todos os óculos da Chilli Beans: é que o atraso anterior me fez ficar numa fila imensa da Air Canadá. Ok, nada me abalaria.

Quer dizer, confesso que, embora super acostumada com burocracias aéreas, fiquei toda perdida com as chatices do vôo internacional. E olha que, nesta hora, não tinha nem desembarcado no Canadá. Tive que registrar a minha máquina fotográfica (só acima de 7.2 mega pixels) na receita federal e me confundi toda para preencher um simples formulário. Mas tudo bem, fiz uma cara séria, adotei meu mais seguro e decidido semblante e quem me olhava pelos balcões devia imaginar que eu sabia tudo o que estava fazendo.

SORTE DE PRINCIPIANTE

Torci, desde sempre, pra não sentar ao lado de nenhum brasileiro no voo São Paulo/Toronto. Nada contra (pelo contrário, tudo a favor), mas é que já queria ir treinando o inglês.

Bom, o fato é que, a não ser com um ou outro comissário de bordo, não pude exercitar nem meu inglês, nem meu português, nem qualquer outro idioma... exercitei minha capacidade de fazer mímicas!!!

toronto

toronto

Mais uma da série, coisas que só acontecem comigo: é que sentou-se ao meu lado um casal de senhores japoneses que não entendia absolutamente nada do que acontecia a sua volta. Mas, da nossa maneira, nos entendemos.

Acho que gostaram de mim porque fiz vários vídeos que me pediram (do céu, do avião, dos dois...) e porque eu era a única que tinha paciência com elesl. Solicitaram minha ajuda em várias situações, nem sempre entendia com clareza, mas sorria, fazia mímicas e tudo dava certo. No final das contas virei uma espécie de tradutora oficial... na hora de preencher formulários, pedir comida, bebida e essas coisas todas que acontecem em quase 12 horas de voo.

E POR FALAR EM COMIDA

Algumas das coisas que ouvi falar a respeito da culinária canadense já começaram a se confirmar dentro da aeronave. Sabe o que me serviram de café da manhã? Batata frita!

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Além de ter o aspecto diferente (cortada em pequenos cubinhos), é menos apetitosa que a que estamos acostumados no Brasil. Veio acompanhada de singelos pedaços de tomate, talvez pra balancear a fritura logo de manhã.

Ah, e como vocês devem ter notado, o super mega omelete também não era das coisas mais saudáveis do mundo.

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Esse potinho de leite semi-desnatado veio junto e é bem comum no Canadá, pra colocar no café e tal. Mas como adoro leite puro - e odeio café - tomei direto... e fiquei na vontade. Queria mais uns quinze potinhos desses!

CALOROSA RECEPÇÃO

Faltando poucas horas pra chegar em Toronto o comandante avisou: a temperatura da manhã será 24 graus negativos. Isso que eu chamo de calorosa recepção.

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* ninguém deve me aguentar mais falando de Toronto, mas tenho uma má notícia: esse post continua...

posted by Dornelles, L. | 9:56 PM
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Março 22, 2009

SÓ RISOS
Estrelando: Ellen, eu.



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Embora a felicidade exista também para outros animais, apenas nós, seres humanos, usamos o riso para expressá-la. E, a cada risada, movimentamos quinze músculos faciais.

Convenhamos que esse parágrafo ficou meio piegas, mas acabei de ouvir isso na televisão e achei que casaria bem com o vídeo de hoje: porque rir é uma das coisas que mais faço na vida.

P.S.: só pra variar esse vídeo não foi gravado em Toronto - mas já vou avisando que ainda tenho vários de lá pra postar.

P.P.S.: acho que formiga não morde, né? Formiga pica. Acho. Procurei rapidamente no Google (Google é meu pastor e nada me faltará), mas não encontrei nada muito esclarecedor.

P.P.P.S.: a última cena do vídeo foi gravada no aeroporto de Curitiba. Nós ficamos presa na sala de desembarque depois de poucos minutos (sério, pouquíssimos) retocando a maquiagem no banheiro. Quando saímos a esteira já estava parada, restando apenas nossas duas malas sob ela. Como vocês puderam assistir, a Ellen estava parada na porta automática tentando - em vão - fazer com que o sensor a abrisse.

posted by Dornelles, L. | 10:48 PM
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Março 21, 2009

YOU'LL DIE
Ou coisas que só acontecem comigo...

you will die

Toronto. Janeiro de 2009. Já era noite quando resolvi dar uma volta sozinha. Caminhando por um shopping percebo que uma senhora olha pra mim com o semblante alterado. Dou um sorriso tímido, esperando a gentileza corriqueira dos nativos... mas qual não é minha surpresa quando ela começa a gritar desesperadamente pra mim:

- YOU'LL DIE! YOU'LL DIE!
Você vai morrer! Você vai morrer!

Espantada, meio sem reação, respondo de pronto:

- What? I don't know, I don't understand you!
O quê? Eu não sei, eu não entendo você!

A resposta, aos berros, foi intimidadora:

- YOU KNOW, YOU KNOW!
Você sabe, você sabe!

Nem preciso dizer que virei o centro das atenções no shopping, né? Intrigada com o fato, acabei voltando ao local e - mais calma, sem me reconhecer - lá estava a velha louca lendo um jornal. Foi quando consegui tirar a foto que abre este post.

Bom, que eu vou morrer não é nenhuma novidade. Só me arrependo de não ter perguntado pra ela quando...

P.S.: é lógico que não contei essa história quando estava em Toronto para não deixar minha família inutilmente preocupada.

posted by Dornelles, L. | 10:39 PM
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Março 20, 2009

SIMPLESMENTE, ENILDA

vó

Eu sentava no encosto da poltrona e lá esquecia do tempo. Pegava a escova, penteava aquele cabelo de diversas maneiras e fazia os penteados mais estranhos do planeta: repletos de chuquinhas e arrepiados com presilhas coloridas. Quando terminava o que apenas eu julgava ser uma obra de arte, sorria feliz com o resultado.

Minha avó era a única que não se importava de ser cobaia nas minhas experiências como cabelereira. E aquilo era o máximo pra mim.

Hoje, ela é o máximo pra mim!

Meu exemplo de mulher, mãe, esposa e cidadã. Não há quem me conheça e nunca tenha ouvido eu contar alguma história da minha vozinha - como a chamo carinhosamente.

A casa que ela morou durante muitos anos serve de cenário para algumas das minhas mais perfeitas lembranças. Lá eu passei quase todos os meus finais de semana na infância. Ganhei muito amor, provei as melhores comidas, dei muitas risadas e fui extremamente feliz.

As cortinas antigas na esquina da famosa Barroso eram ideais pra fazer barracas e cabanas. As grades das janelas, um ótimo lugar pra escalar. O pátio, grande e cheio de plantas, apropriadíssimo pra jogar bola, pular elástico, montar a piscina de plástico e viver num mundo imaginário e completo.

Os anos se passaram, eu cresci, e aquela mulher que sempre esteve ao meu lado, esbanjando amor e carinho, quem diria, tornou-se uma das minhas melhores amigas. Sei que isso pode parecer inusitado ou incomum, mas é a mais pura verdade: eu conto tudo pra minha avó! De trabalho à amores.

Temos nossas (poucas) diferenças, mas em geral, somos muito parecidas. Adoro quando conversamos e constatamos mais e mais afinidades...

vó

Construiu, ao lado do meu avô, uma verdadeira família. Ficou décadas ao lado dele, apoiando-o e cuidando dos filhos tal qual uma leoa. Lembro que, quando criança, eu dizia aos quatro ventos que meu objetivo era levar uma vida como a dela: cultivar um casamento desses que duram pra sempre, ter três filhos, almoços de domingo com a mesa cheia, festas animadas de fim de ano e todas essas coisas típicas de grandes famílias.

É minha eterna heroína! A pessoa que tenho como espelho, a generosidade em carne e osso.

Cresci vendo-a organizar ranchos e doações: no natal, dia das mães, dia das crianças, páscoa, enfim. Ela já foi pobre e não se envergonha disso, pelo contrário. Sabe que as dificuldades existem e nunca hesitou em ajudar quem precisa. Ao longo da vida, teve diversos filhos e filhas de criação. Sabe que há problemas muito maiores e não perde tempo reclamando por coisa pouca. É forte como uma rocha! Independente! E extremamente lúcida no alto de seus 78 anos.

vó

Tem como não sentir o maior orgulho?

Hoje em dia costumo brincar chamando-a de Santa Paciência. Numa idade em que, normalmente, as pessoas não querem mais incomodação, ela se levanta de onde estiver e ainda faz questão de resolver os problemas alheios. Se vocês soubessem tudo o que ela tem de aguentar e ouvir... coisas que não merece, claro! Mas nunca a vi se fazendo de coitadinha e isso, pra mim, é uma das características mais admiráveis.

Paciente, forte, sensata, leal, direta, incisiva, honesta. Me dá grandes conselhos! Em quase oito décadas plantou à sua volta apenas coisas boas. Considero-a uma sortuda por ter tantos amigos e familiares que a estimam, mas, aqui entre nós, sou muito mais sortuda: tenho-a na minha vida.

Vejo por aí tantas vovós fraquinhas, sem ouvir ou enxergar direito, sem entender os assuntos, com o cabelo branco, esperando que os outros lhe façam favores, quase que entregues, apenas vendo a vida passar, que não tenho como não sentir ainda mais orgulho da minha avó! Ela precisa de óculos quase nunca, ouve tudo sempre, entende tudo sempre e, como se não bastasse a inteligência, força e lucidez... continua tão bonita!!!

Minha querida, eu poderia escrever outras dezenas de linhas e, mesmo assim, não conseguiria explicar o quão importante és na minha vida. O quão sou grata por tudo, em todo os sentidos, que já fizeste por mim. O quanto eu, Luci e Adrick somos privilegiados por termos nascido seus netos. O quanto é essencial, todos os dias, ouvir a sua voz. O quanto fico tranquila e serena quando a senhora diz aquela sua frase de lei: - calma, isso não é o fim do mundo!

Encho a boca pra dizer que a conheço como ninguém, afinal, sei quando não estás bem só pelo timbre de voz ao telefone. E finjo que acredito se a senhora me diz que está tudo ótimo!!! Mais um ponto que temos em comum. Mais um de tantos! Porque dentre outras qualidades que lhe sobram e me faltam, ainda espero alcançar a tal da paciência.

Um dia eu chego lá: se Deus quiser, aos 78 anos de idade, com muita história pra contar e cheia de netinhos que também se orgulhem de mim.

TE AMO, TE ADORO.

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

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posted by Dornelles, L. | 12:02 AM
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Março 18, 2009

PRA NÃO PERDER O COSTUME
Sonho de Valsa? Ou de consumo?

Desde que a versão ovo foi lançada, Páscoa pra mim é sinônimo de Sonho de Valsa (se você me conhece ou é leitor(a) assíduo deste blog, já está cansado de saber disso).

E olha que nem sou fã número um do bombom: é o ovo que me deixa com água na boca. Todo ano - quando chega esta época - prometo pra mim mesma que farei um estoque pro ano inteiro, mas fortes razões (tipo gordura ou grana), acabam fazendo com que eu mude de ideia. Provavelmente não vai ser em 2009 que essa história vai vingar, mas já decidi que vou comer sem peso na consciência, sim.

A maioria esmagadora das pessoas que conheço (até quem não é muito de doce) acaba se rendendo a esse. Se vocês ainda não experimentaram, vão entender porquê assim que provarem a casca interna do chocolate. É dos Deuses, sério. E a Lacta não está me pagando absolutamente nada pela propaganda...

Mas e aí, já compraram o meu ovo Sonho de Valsa?

P.S.: a versão trufa dele não me interessa, mas os ovos tradicionais - branco ou preto - sim.

P.P.S.: não pensem que menosprezarei os demais chocolates que vocês quiserem me dar, pelo contrário!

P.P.P.S.: açúcar é, sempre foi e sempre será minha maior perdição, portanto nem tentem falar comigo de vida saudável durante a Páscoa.

P.P.P.P.S.: voltaremos com a programação normal depois do segundo domingo de abril.

posted by Dornelles, L. | 4:54 PM
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Março 16, 2009

COISAS QUE ME FAZEM LEMBRAR TORONTO
Porque hoje faz um mês que voltei para o Brasil...

CANADÁ

JAZZ. O Larry adora! É o toque do celular dele, o que ele ouvia volta e meia quando estava cozinhando e o que eles deixavam tocando no som quando saíam de casa - pra Kaelli, Sushi e Schimutzki (os animais).

A MÚSICA SHE, DE ELVIS COSTELLO. Cantávamos todas as manhãs antes das aulas de listening. James, o professor, dizia que para conquistar um "bom ouvido" (para entender inglês) é preciso também adquirir uma boa pronúncia.

GENTILEZA. Faço questão de sempre desejar "um bom trabalho" para as pessoas com as quais me deparo ao longo do dia: taxistas, motoristas de ônibus, porteiros, atendentes de loja, enfim. Mas convenhamos que, infelizmente, aqui no Brasil não é muito comum ouvirmos coisas como obrigada, com licença e desculpa de pessoas desconhecidas. Pois lá no Canadá, thank you, sorry e have a nice day (tenha um bom dia) são expressões corriqueiras.

BRÓCOLIS. A Gray ama brócolis! Quando descobrimos esse gosto em comum o Larry passou a fazer uma massa deliciosa com brócolis, frango e molho branco.

CHEIRO DE HIDRATANTE DE MORANGO. Como o frio extremo resseca demais a pele, depois do banho eu - literalmente - emplastava meu corpo e rosto com um hidratante de sundae super cheiroso (O Boticário). Agora, sempre que uso esse creme me vêm à memória o ritual pós-banho canadense.

CACHORRO-QUENTE (ainda com hífen, grrr). Minha teoria sobre esse lanche era a seguinte: pão, salsicha e molho além de extremamente sem graça, não combinam! Eu nunca comia, mas em Toronto mudei de ideia. E fiquei fã do cachorro-quente de um imigrante afegão que trabalhava perto do meu curso.

ATRAVESSAR A RUA. Lá em Toronto é só colocar o pé fora da calçada que os carros diminuem a velocidade e/ou param pra gente passar. Sabe aquilo que aprendemos nas aulas teóricas de autoescola? Que o pedestre tem sempre prioridade? É, eles levam isso muito a sério! Espero não esquecer que aqui é diferente e uma hora dessas ser atropelada...

AMERICAN IDOL. A Gray é viciada nesse programa! Sabia tudo, torcia, morria de dar risada. Até comecei a gostar também (lá os concorrentes são menos bregas que os do Ídolos do SBT, mas tem cada figura bizarra!!!). Quando chegava perto das 20h eu sabia que não podia dar um pio na sala: o programa já ia começar.

ESPANHOL. O Larry arranha um pouco de espanhol e sempre que eu pisava em ovos (perguntando se podia comer determinada coisa, abrir tal armário, pegar não sei o quê, chegar mais tarde em casa, etc.), ele dizia: - Mi casa, tu casa, Luciela!!!

Definitivo, como tudo o que é simples.
(Drummond)

posted by Dornelles, L. | 11:38 PM
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Março 14, 2009

O QUE TEM NA TUA BOLSA?

Na verdade, a frase que ouço com frequência é: - mas tu carregas chumbo na tua bolsa? Quase. E acho que carrego pouco perto de tudo o que queria ou às vezes preciso.

Vi um post assim no blog da Fernanda (conheci a Fê em Toronto, ela também é gaúcha e chegou na casa do Larry dois dias antes de eu voltar para o Brasil) e adorei a ideia! Porque, aliás, muita gente tem curiosidade de saber o que nós, mulheres, carregamos pra todos os lados. Ah, só não coloquei foto da bolsa porque tenho várias e troco praticamente todo dia, conforme meu humor, o lugar onde vou e a roupa que estou vestindo.

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Tudo. Esses são os itens básicos em um dia de trabalho ou viagem, mas claro que eu tiro muita coisa dependendo da minha programação, se vou andar bastante a pé ou não, se vou sair de noite, enfim...

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Agenda Imaginarium. É redundante se eu disser que não vivo sem agenda. Tenho duas, mas esta é a que carrego comigo o tempo todo. Anoto todas as obrigações do trabalho, os horários pra fazer unhas, cabelo, ir ao médico e afins, coisas que preciso comprar, lista de supermercado, contas à pagar, carnês, livros ou filmes que me indicam, dias de folga, informações de vôos e dinheiro que gasto. Simplesmente indispensável.

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Canetas. Várias, de diversas cores e tipos. Porque jornalista sem canetas na bolsa não pode.

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Esmalte Risqué. Pra retocar as unhas, quando preciso. Semana passada descobri o esmalte da foto (Vitral) e me apaixonei. Na foto que postei hoje no meu Fotolog dá pra ter uma noção de como fica a cor - segundo a Alice, parece gelatina de cereja.

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Notebook Acer Aspire One. Notebook dentro da bolsa? Como assim Bial? Pois é, meu note é tão pequeno que cabe na maioria das minhas bolsas! A tela tem 8,9 polegadas e, diferente de muito pc portátil desse tamanho, é extremamente útil (com webcam e microfone acoplados, 1GB de memória, 120GB de HD), melhor e mais rápido que meu computador de mesa, inclusive.

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Barra de cereal. Esta é de côco com chocolate, da Hershey's, mas meu armário da cozinha é praticamente uma prateleira light de supermercado. E têm barras de cereal de diferentes sabores e marcas, pra eu nunca enjoar. Desde o ano passado tenho sempre uma na bolsa!

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Óculos de sol. Todo mundo que vem aqui em casa comenta sobre a quantidade de óculos que tenho (ficam guardados no armário da sala, ao lado da televisão). E olha que já me desfiz de vários! Dei de presente e tal. Sou viciada, uso até em dia nublado e coloco na bolsa mesmo em dia de chuva - vai que para de chover e estou sem? Meus preferidos são da Bee e da Chilli Beans (foto), mas ultimamente tenho usado bastante um da Fendi que trouxe de Toronto. Também troco-os conforme a roupa que estou usando.

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Crachá da firma. Às vezes deixo na bolsa inclusive em dias de folga, porque já aconteceu de esquecê-lo em casa e aí é uma função: é que além de usá-lo pra "bater o ponto", preciso pra almoçar ou jantar lá na TV (passo o cartão e no mês seguinte é descontado no meu contracheque).

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Celular Motorola E8. Além de ser preto e discreto, bem como gosto, faz mil e uma coisas. Não bastasse o teclado ser touchscreen, é "camaleônico", ou seja, muda de acordo com o que estou fazendo: aparecem números, letras, comandos de jogos, fotos, músicas, vídeos. Normalmente quando ele toca e está na bolsa, eu não ouço, mas quase sempre ligo de volta!

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Escova e espelho. Nem pensar sair de casa sem eles! São da Pentefino (loja de coisas de beleza em Porto Alegre).

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Mptudo. Trouxe de Toronto! É tipo um iTouch, sabe? Só não é da Apple, mas até o software é similar. Embora tenha preguiça de fuçar muito, o aparelho é multifuncional... e posso, inclusive, assistir pequenos filmes com ele.

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Smooth Operator göt2b Schwarkzkopf. O produto anti-frizz, conhecido em Toronto como gotas de cetim, deixa qualquer cabelo macio, suave e cheiroso! Viciei. E não sei o que fazer quando terminar, já que também trouxe de Toronto. A marca alemã tem no Brasil, mas esta linha especificamente, não. Detalhe: paguei 8 dólares canadenses (o que equivale a pouco mais de 16 reais). Tem noção? Aqui a Schwarzkopf é infinitamente mais cara...

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Santa Clara. Minha protetora, sempre comigo!

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Carteira de couro Guess. Me apaixonei por essa carteira, grandinha do jeito que gosto. Comprei na Guess Store do Toronto International Airport.

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Trident. Estou quase sempre com um chiclete na boca. 95% das vezes, Trident (é o único que minha dentista libera) e 90% das vezes, o Herbal Fresh. Tem um colega meu da redação que brinca dizendo que sou a fornecedora oficial de chicletes dele, já que carrego sempre vários na bolsa.

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Lanche da tarde. "Lá vem a Lu com o seu tomate", ouvi isso da Kizzy, minha colega, na semana passada. É que desde que trouxe esse pote de Toronto, não vivo sem! Nele eu coloco uvas, banana ou qualquer mistureba de vegetais (tipo pimentão, palmito e tomate picados) pra comer de tarde lá na TV quando sinto fome.

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Pen drive. Um tem 4GB e o outro 8GB. Carrego sempre.

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Niqueleira Monokoro Boo. Tinha que ter alguma coisa de porcos, né? Essa niqueleira eu comprei no Bairro da Liberdade, em São Paulo/SP.

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Copo térmico Starbucks. Pensem num item realmente útil! Neste copo eu posso colocar água, chá, café (caso eu gostasse), refrigerante (caso eu gostasse), cerveja (caso eu gostasse), suco ou chocolate quente. Cultura canadense básica: lá as pessoas andam sempre com copos térmicos na mão, seja onde for.

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Lenço de papel, perfume e creme para as mãos. Depois que melhorei da rinite, os lenços são usados mais pra limpar minhas mãos depois de retocar a make ou colocar meu chiclete quando não tem lixo por perto. O objeto dourado comprei em O Boticário e posso colocar qualquer perfume que quiser ali dentro. O creme pras mãos é da Natura Ekos, é de castanha e, embora prefira o de pêssego, adoro esse cheiro!

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Máquina fotográfica Sony Cyber-shot DSC-W130 8.1 mega pixels. Vocês devem ter ficados surpresos com essa revelação, né? Ninguém devia imaginar que carrego máquina fotográfica na bolsa!!! E, muito importante, uma bateria extra: sempre.

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Necessaire. Além da lixa de unhas (essa é da Marco Boni) carrego alguns itens importantes pra retocar a make. Na foto aparecem o pó mineral e o corretivo da M.A.C., o pó bronzeador da Mary Kay (uso como blush), as sombras da L'Oréal e o Pinceau De Poudre Libre da Bourjouis - pra aplicar o blush - recomendadíssimo!

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Prendedores de cabelo. O pauzinho, tipo oriental, é pra fazer coque quando estou odiando meu cabelo. A cor dos acessórios também muda, conforme minha roupa (sei que a "moda" não é combinar tudo o que se usa, mas eu combino e ponto final).

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Fio dental Johnson & Johnson. Esse de tutti frutti é o que mais gosto. Também carrego a escova e pasta dental, mas esqueci de incluir na foto.

Se você chegou até o fim deste post, parabéns pela paciência!

P.S.: ainda faltou uma coisa, dá pra acreditar? Meu molho de chaves! Ele confere um peso extra à minha bolsa. Vocês vão entender porquê assim que eu fotografá-lo...

P.P.S.: agradecimento especial a colcha da minha cama que aparece em todas as fotos.

posted by Dornelles, L. | 11:56 PM
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Março 12, 2009

SETE COISAS ALEATÓRIAS SOBRE MIM
Vi em blogs alheios e resolvi fazer a minha versão...

1. Telefone. Atendo o telefone dizendo "sim" ao invés de "alô".

2. Visitas. Não gosto de receber visitas inesperadas e vai soar um pouco antissocial (sem hífen e com dois esses, éca!), mas é verdade: às vezes me finjo de morta quando alguém aparece aqui em casa sem avisar antes.

3. Dieta. Coloquei fotos antigas na minha geladeira e fiz uma série de "antes e depois" dos 12kg perdidos pra não voltar àquela vida de comilona compulsiva desregrada (não garanto que esteja dando certo, explicarei em breve o porquê).

4. Faxina. Tenho fissura por cera de chão. Adoro o cheiro e o aspecto brilhoso e limpo que confere ao piso. E passo cera toda hora! Mesmo tendo sido avisada que não é bom nem pro piso, nem pros objetos sob ele (minha faxineira já alertou que estou começando a estragar meus móveis por causa disso).

5. Números. Sou obcecada por números ímpares. Nunca coloco o despertador para tocar às 6h00 da manhã, por exemplo. Tem que ser 6h01, 6h03, 6h15. Quando compro coisas no supermercado, mesma coisa. Nunca levo dois iogurtes. Tem que ser um, três, cinco... (tanto é que nesse meme, originalmente, consta apenas seis tópicos. Pra não perder o costume, adicionei mais um).

6. Breakfast. Meus cafés da manhã, há uns quatro meses, são sempre iguais: uma banana, 40g de aveia e 200ml de leite desnatado puro. Gosto tanto que na hora de dormir já começo a sentir o gostinho da minha combinação e torço pra que o dia seguinte chegue de uma vez.

7. Infância. Quando pequena alguns dos meus passatempos preferidos eram: escrever poesias, desenhar histórias em quadrinhos e criar revistas e jornais (eu desenhava as ilustrações). Também compus duas músicas e, com 12 anos, escrevi um livro de terror.

Pra ficar menos chato diferente tentei escrever somente tópicos abordando coisas que nem todo mundo - que lê esse blog - sabe. Cheguei a escrever que não gosto de receber flores, odeio café, leio vários livros ao mesmo tempo, escrevo numa agenda todos os dias, prefiro a noite do que o dia, durmo poucas horas, quando era pequena brincava de repórter e moça do tempo, entre outros... mas ia cair no lugar comum, né?

posted by Dornelles, L. | 10:55 PM
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Março 11, 2009

MAKE-UP
Rapazes, hora de sair do blog. Sorry!

Convenhamos que por direito (e dom!) eu deveria deixar esse tipo de post pra ela. Mas, modéstia a parte, sinto-me um pouquinho entendida do assunto: observação, prática de quem se maquia todos os dias há vários anos e muito experimento são os meus segredinhos.

Em 2007, se não me engano, escrevi aqui no blog um post repleto de dicas de maquiagem, só que ele deve estar bem desatualizado (tive preguiça de procurá-lo pra confirmar essa suspeita). É que, desde então, mudei muito a minha maneira de preparar a pele, de destacar o olho, de escolher as marcas que compro e, principalmente, deixei de lado grande parte dos produtos que usava.

Hoje, no camarim, as gurias elogiaram minha make e brincaram pedindo que eu as maquiasse. Desastre total! Até consigo fazer cílios grandões em pessoas alheias, mas a função toda é mérito da minha irmã Alice. Aliás, já pararam pra pensar que tenho uma professora particular - rígida e sincera - quase todos os dias a meu dispor? E ela não tem papas na língua, não! Quando é preciso critica minha make, minha pele (ela faz faculdade de estética), meus cabelos, sobrancelha... ah, e, pra minha sorte, neste semestre está fazendo cadeira de drenagem linfática.

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É por isso que preciso preservar essa amizade!

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Brincadeira, óbvio.

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Bom, mas hoje quero falar do que, na minha humilde opinião, é o grande trunfo de uma boa make: os cílios grandes e volumosos. Nesse quesito a genética foi bem legal comigo, mas, independente disso, todo mundo pode conseguir o famoso efeito boneca.

É só ter o produto certo na mão, não querer economizar o rímel (nem vale a pena deixar que ele dure muito porque depois de alguns meses o líquido fica seco, o efeito diminui e, pra piorar, deixa nosso rosto todo esfarelado!) e dispor de alguns minutinhos no início do dia - pra passar várias e generosas camadas.

rímel

Que eu descobri o Oscillation, da Lâncome, lá em Toronto, vocês já sabem. Mas não sabem um detalhe muito perfeito: o pincel aplicador vibra! Sim, são 7.000 microoscilações por minuto. Tecnologia inspirada em máquinas desenvolvidas pela NASA!

O motorzinho interno funciona com bateria, mas ainda não descobri como se troca e nem quanto tempo dura (confesso que tenho medo de fuçar demais e estragar meu rímel!). Dizem os sites especializados que as máscaras elétricas são a nova tendência, mas infelizmente ainda não chegaram ao Brasil. E quando chegarem vão ser o olho da cara! A previsão é que o Oscillation custe 150 reais, tem noção? Quase o dobro do que paguei (34 dólares canadenses). Estou pensando seriamente em pedir pra uma amiga - que está no Canadá e volta pro Brasil em maio - trazer alguns pra mim.

Outra informação importante: ele é super hiper preto. Eu amo isso! Não é à toa que em baixo dos olhos uso apenas o Lápis Ultra Black da Bourjois.

rímel

Esse tem no Brasil! No shopping mais perto de você! Aqui em Porto Alegre os preços variam de 28 a 35 reais. O lápis dura horrores, não quebra quando cai no chão (é o que promete a Bourjois, mas nunca tive coragem de testar), é muito macio, extremamente preto e a prova d'água.

Ok, voltando ao Oscillation: como a escova faz movimentos de ziguezague, os cílios ficam organizados, separados, uniformes e compridos. Na contramão de algumas opiniões, também amei a curvatura e o volume que ele deixa... importante pra quando a gente esquece o curvex em casa - coisa que raramente deixo acontecer, mas enfim.

O fato é que desde que passei a usá-lo tenho ouvido com mais frequência: - teus cílios são postiços? Inclusive de amigas, pessoas que convivem quase que diariamente comigo. Adoro!

Falemos agora das opções acessíveis, enquanto esperamos o lançamento desse da Lâncome. Já escutei excelentes comentários daquela máscara recém lançada pela Avon, mas como ainda não testei, digo apenas que a Lice adora. O que já é uma grandissíssima coisa! E não, não estou ganhando absolutamente nada ao divulgar o trabalho que ela realiza. Mas vou começar a cobrar, viu porco?

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Então, eu também não vivo sem:

Máscara Volum' Express Waterproof Maybelline Black

rímel

Máscara para Cílios Duda Molinos

rímel

São eficientes e baratinhas (em Porto variam de 16 a 28 reais, mas em Sampa compro praticamente pela metade do preço). Um macete que funciona muito é alternar os dois produtos. Seguido faço isso e adoro o resultado!

Agora a parte mais complicada: explicar a maneira certa de passar o rímel! Passo tão no automático que não devo ser a melhor professora na teoria - mas pessoalmente vocês podem me pedir que mostro como se faz na prática.

O melhor jeito de começar a passar, pra ficar bem volumoso, é olhar pra baixo e se dedicar à parte superior dos cílios superiores. Deu pra entender o lugar, né? Não se preocupem se borrar (mas tenham sempre cotonetes a mão pra limpar), eu mesma demorei a ter coordenação pra passar ali, mas quando se pega o jeito é tri bom. Aí tu vais passando, passando, infinitas vezes... deslizando até as pontas e sempre puxando o cantinho do olho pra cima como se estivesse levantando a raíz e intercalando com a parte superior e inferior - do cílio superior! Olhando pra cima, olhando pra baixo. Quantas vezes a tua paciência permitir...

Depois, gaste mais um tempinho apenas com os fios inferiores. Neste momento, deixe o aplicador na vertical e passe rápidas e generosas camadas num movimento que se parece com um abano de mão (não consegui achar jeito melhor de exemplificá-lo).

Pronto!

Só não esqueçam de esperar secar o rímel e aplicar o curvex pra finalizar o olhar. Não tem erro!

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Desconfio que sou mesmo um zero à esquerda em explicações teóricas, mas espero que tenha ajudado. Qualquer dúvida escrevam nos comentários, tá?

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P.S.: post sugerido pela querida Roberta Fernandes.
P.P.S.: terminei de escrever e li no site do Terra que o lançamento oficial do Oscillation em terras brasileiras já é no próximo dia 16 de março!!! Vai custar a bagatela de 162 reais...

posted by Dornelles, L. | 12:30 AM
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Março 10, 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER INDEPENDÊNCIA

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O Dia Internacional da Mulher, pra mim, é como todos os outros. Não costumo dar muita importância pra esse tipo de data, mas, no último domingo, não pude deixar de pensar no fato que me faz - além de receber parabéns durante todo o dia - estar inserida no gênero mulher: ser adulta.

E ser, antes de tudo, independente.

Foi preciso que eu saísse de casa, mudasse de cidade e passasse a pagar as minhas contas para que pudesse (de uma vez por todas!) tornar-me o que sempre quis.

SIMPLES ASSIM

Qual o melhor aspecto da infância?
É que ela termina logo!

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A Martha Medeiros respondeu isso durante matéria pra uma revista: dei risada e identifiquei-me completamente.

A escritora gaúcha conta que mesmo com a infância tranquila e feliz contava os minutos para crescer. "Não via a menor graça em ser dependente de tudo e todos. Ter que obedecer. Seguir regras que não eram as minhas. Fui bem comportada, um anjo de menina, mas, por dentro, era uma subversiva em potencial. Eu tinha certeza de que o mundo adulto era infinitamente mais divertido e estimulante do que o infantil. E não me enganei".

Nem eu!

me

Também concordo que, embora tivesse uma prateleira com dezenas de Barbies, armários cheios de jogos e caixas e caixas de gibis, o melhor brinquedo que ganhei (conquistei) na minha vida foi essa tal de independência...

ISSO NÃO É CONVERSA DE CRIANÇA

Pensem numa frase que me irritava profundamente! Ora, mas que coisa bem chata ser criança, eu dizia pra mim mesma.

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Esses dias vi uma menina implorando que a mãe lhe comprasse chicletes. Outra chorando porque não podia comer sorvete antes do almoço. São exemplos ínfimos perto das diferenças significantes entre um adulto e uma criança, mas vamos concordar que é extremamente interessante fazer o que se quer na hora que se quer, comer doces o dia inteiro se tiver vontade, sair do banho e ir pra frente do ventilador, andar de pés descalços, comprar tudo o que quiser, ir pra rua com pouco agasalho no frio, etc, etc.

me

Bom, quando me tornei adolescente a coisa não mudou de figura, pelo contrário, só tinha mais certeza: preciso ser dona do meu próprio nariz! Nunca quis parar no tempo e nunca morri de saudade da época que não tinha responsabilidades. Confesso que não lembro exatamente, mas acredito que também tenha sido por isso que, com 15 anos, encasquetei que precisava começar a trabalhar.

Deixei de fazer muita coisa naquelas tardes dentro da prefeitura. Tinha recém começado meu primeiro namoro e muitas vezes chorava por não poder ficar com ele ou não poder acompanhar minhas amigas no cinema ou na sorveteria. Mas não me arrependo de nada! Voltaria aos 15 anos e faria aquela mesma inscrição e aquele mesmo concurso que me proporcionaram conseguir o estágio. Nada paga o aprendizado, o amadurecimento e o orgulho que eu tinha de trabalhar!

Naquela época eu achava que meu ápice da felicidade seria aos 30 anos. Com um excelente trabalho, me sustentando, indo e vindo sem dar satisfações, viajando bastante, adquirindo minhas coisas, morando sozinha, enfim, tudo que faço agora.

Ainda acredito que meus 30 anos serão perfeitos, mas consegui realizar meus desejos e chegar nesse ápice da felicidade bem antes. Que bom!

CONTRAPONTO

Digamos que eu passei toda a minha infância tendo consciência de que ser adulto não era fácil, mas, mesmo assim, sempre quis ser um.

me

Já escrevi outras vezes aqui no blog que isso talvez tenha acontecido porque os problemas chegaram cedo na minha casa. E nunca me esconderam absolutamente nada do que acontecia ao meu redor!

Isso tudo até pode não ter sido fácil, tampouco foi difícil. Não foi difícil e muito menos traumatizante. É que eu via certas situações e queria ter voz. Ajudar, ser ouvida, participar ativamente, sabe?

Bom, mas ao contrário do que muita gente (em especial quem não me conhece pessoalmente) possa ter pensado, eu tive uma infância maravilhosa! Graças a Deus as coisas boas sempre sobrepujaram as ruins. Não tenho do que reclamar, mesmo. Tive muito amor, nada de timidez pra fazer vários amigos e muita criatividade e energia pra inventar as mais loucas brincadeiras.

me

Tenho lembranças incríveis! E nenhuma cicatriz dos tempos nublados.

Só uma força que parece inesgotável, uma gana pela tal da independência, uma obsessão por liberdade, uma fé, esperança e otimismo inabaláveis e uma certeza de que tudo sempre dá certo.

E DESDE SEMPRE FOI ASSIM...

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Hoje em dia, conversando com os familiares que acompanharam o meu crescimento, é engraçado constatar que os resquícios dessa minha independência começaram muito antes de eu sequer saber o significado da palavra independente. Muito antes de eu completar um ano de idade, aliás.

Pra começo de conversa, eu não engatinhei. Já saí do colo pra caminhar. Segundo os registros (leia-se: Livro do Bebê), dei meus primeiros passos com apenas 6 meses e 5 dias. Pelo jeito eu não queria perder tempo mesmo!

Nessa mesma época eu já falava algumas palavras claramente. E, alguns meses depois, dei um susto em todo mundo quando resolvi que era hora de sair do berço. Ao invés de chorar pra chamar a atenção, como a maioria dos bebês faz, eu simplesmente "escalei" as grades do berço (até hoje ninguém sabe como). E me joguei!

me

Ah, e olha o desaforo: com 11 meses eu chamava a mãe de Luciéty - não de mamãe! E aos 4 anos já lia e escrevia quase tudo...

Comparo meus feitos precoces com essa pressa que me faz dormir pouco, falar o tempo todo, relaxar quase nunca. Essa ansiedade de fazer tudo ao mesmo tempo, não me estressar com bobagens, conhecer todos os lugares, conversar com todas as pessoas. Essa necessidade de fazer tudo por mim, de tentar não precisar de ninguém, de jamais perder tempo com pessoas ou ocasiões que não valem a pena, de fazer questão de ser sempre a corajosa, a decidida, a sensata, a disciplinada.

PRA FECHAR COM CHAVE DE OURO

"Eu cumpri todo o protocolo infantil e virei a página: não voltaria nem meia-hora para a infância. Bicicleta, ando até hoje. Amigos, tenho cada vez mais. De imaginação e fantasia, sigo bem abastecida. Saudade de quê, então? De ir dormir na hora que me mandavam, mesmo estando sem sono? De ter que estudar matérias que eu já previa que não me serviriam pra nada? De ter que sair da sala bem na hora em que o papo estava ficando bom? De acreditar em Papai Noel?"

Ainda preciso dizer que assino em baixo?

posted by Dornelles, L. | 2:26 AM
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Março 6, 2009

MEME MUSICAL

Regras:
- Escolher um cantor, dupla, grupo, etc.
- A cada pergunta feita escolher um título de uma música do(s) escolhido(s).
- Nomear outros blogs para repassar o desafio.

CAZUZA

És homem ou mulher? Gatinha de Rua
Descreve-te: Alta Ansiedade
O que as pessoas acham de ti? Mais feliz
Como descreves o teu último relacionamento: O Nosso Amor a Gente Inventa
Descreve o estado atual da tua relação: Saudade
Onde querias estar agora? Rio de Janeiro Love Blues
O que pensas a respeito do amor? Tantas Coisas
Como é a tua vida? Boa Vida
O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Champagne e Gentileza
Escreve uma frase sábia: O Tempo Não Para

BEATLES

És homem ou mulher? Another Girl
Descreve-te: Free as a Bird
O que as pessoas acham de ti? Lucy In The Sky With Diamonds
Como descreves o teu último relacionamento: She's Leaving Home
Descreve o estado atual da tua relação: Falling In Love Again
Onde querias estar agora? Strawberry Fields Forever
O que pensas a respeito do amor? Magical Mystery Tour
Como é a tua vida? Let It Be
O que pedirias se pudesses ter só um desejo? I'll Follow The Sun
Escreve uma frase sábia: To Know Her Is To Love Her

P.S.: repasso pra Dessa, Laura, Lu K., Déia, Lice, Ellen, Egídio, Venâncio, Fê Varella, Samantha, Yaskara.
P.P.S.: não precisa fazer versão nacional/internacional, eu que gostei da brincadeira.

posted by Dornelles, L. | 1:17 AM
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Março 4, 2009

MUDE
Faz parte da nossa natureza migrar para uma vida melhor...

Muitos de vocês devem lembrar dessa frase (que passava toda hora na televisão). Não lembro de qual empresa era a propaganda, mas a frase me marcou. Aliás, tudo o que tem a ver com riscos e transformações costumam mexer comigo de uma forma muito particular. Coisas de geminiana impaciente, penso eu.

Há alguns meses comprei mais um livro do Roberto Shinyashiki - psquiatra e escritor citado esporadicamente neste blog. Gosto da maneira clara que ele escreve. São textos curtos, simples até, mas repletos de exemplificações, pitadas de motivação e histórias reais. Como quis dizer no post anterior, a realidade não é triste, é bonita inclusive.

Na verdade, mal comecei a ler o tal livro (não tentem entender, mas faço isso com frequência, compro-os e espero até que, lá da prateleira, eles me chamem... até que seja o momento de encarar de frente um determinado assunto). Hoje senti a necessidade de começar. Talvez porque meu 2009 esteja iniciando diferente demais. Sinto que é a saga dos anos ímpares: perseguem-me cheios de caminhos, instabilidade e frios na barriga. Adoro!

"Faço parte do universo
Não estou imune aos movimentos
E voltas que o mundo dá
Como folhas secas jogada aos vento
Sem nunca saber onde vou parar..."

Confesso que muito do que me tornei seria improvável pra mim mesma, anos atrás. E, partindo do princípio que sempre é tempo de evoluir, mudar de ideia (ainda não me conformo em escrever ideia sem acento!) e blá, blá, blá whiskas sachê, hoje quero contar que decidi parar de comer carne. De todos os tipos, diga-se. Sei que tenho um grande desafio pela frente, mas força de vontade nunca foi um problema na minha vida. Assim como quando transformei minha alimentação e deixei de ser sedentária - no meio do ano passado - peço só que, por ora, desejem-me sorte!

P.S.: assim que eu passar pelas fases de desintoxicação e renegação (infelizmente estou certa que vai acontecer) prometo escrever um post com os porquês da minha decisão. Decisão essa que, há cerca de seis ou sete meses, vinha sendo cogitada e trabalhada na minha mente.
P.P.S.: estou doando latinhas de atum e peitos de peru que ainda têm aqui em casa.

posted by Dornelles, L. | 11:17 PM
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Março 3, 2009

DEIXA SER, COMO SERÁ...

Uma das minhas principais características é ter mania de planejamento. Planejo minha semana seguinte e até o dia de amanhã, que dirá o futuro. Faço listas de “things to do” o tempo todo e não vivo sem minhas agendas e anotações. Pra ser bem franca, sinto-me aliviada e tranquila com a ideia de focar em objetivos, organizá-los por prioridade e definir metas pra realizar cada um. Todavia, não me fascina nem um pouco a ideia de me estressar com o que ainda nem aconteceu.

Nesse ponto, gosto de, numa linguagem bem coloquial, deixar rolar.

Não tenho tempo e nem energia pra gastar teorizando ou me preocupando com possibilidades que nem existem – e podem nem vir a existir. Acredito, com todas as minhas forças, que no final das contas tudo acaba acontecendo do jeito que tem de acontecer (mesmo que não exatamente do jeito que eu gostaria ou desejei). E aí está o desafio mais gostoso da vida: saber aceitá-la.

Não há nada mais satisfatório que escolher aquilo que convém num determinado instante e abraçar com sabedoria as consequências de todo e qualquer caminho. Sem esquecer, claro, de olhar sempre o lado bom da situação. Sempre.

Certa vez escrevi aqui no blog que aprendi com uma grande amiga a nunca valorizar ou menosprezar demais as coisas que nos acontecem, sejam elas boas ou ruins. Com quase cinco décadas de vida – repleta de realizações, diga-se – a M. me fez perceber que não é um bom negócio se entusiasmar em demasia com as vitórias e conquistas da mesma forma que não é nada saudável se entristecer ou sofrer por aquilo que não dá certo. Tudo é passageiro, afinal de contas. E o equilíbrio sempre vai ser a melhor opção.

Não adianta chamar-nos de frias ou racionais: isso é só a realidade. E é, pra mim, a forma mais genuína de entender minha existência. Agir com naturalidade, não deixar os conflitos me dominarem e aprender com o que me rodeia. Assim como na natureza tudo acontece com um propósito, nenhuma experiência é em vão.

Convenhamos, ser pessimista simplesmente não faz parte de mim. E ocupar minha mente com “se” e “será”, definitivamente, também não. Aliás, até me incomoda conviver com pessoas que teorizam, questionam e preocupam-se o tempo todo. Oras, se algo der errado – ou diferente do imaginado – é tão simples pegar o caminho de volta...

“Ah, mas na prática não é bem assim”, dizem-me. É assim, sim. E talvez seja essa certeza uma das melhores vantagens de ter os pés bem fincados na terra. A certeza de que dúvidas e poréns, inevitavelmente, seguem o mesmo caminho das nossas decisões. Mas que isso não pode e nem deve ser motivo para não tomá-las. Não pode e nem deve ocupar espaço no que chamamos de problemas. Até porque, ninguém precisa fazer o que não gosta ou estar onde não quer. Somos livres, apesar das convenções que conhecemos. E, no fundo, seja como for, todo mundo quer a mesma coisa: ser – e permanecer – feliz.

posted by Dornelles, L. | 1:32 PM
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Março 2, 2009

NIAGARA FALLS
Última e mais bonita parte!



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Só pra não perder o costume: um vídeozinho básico com a terceira e última parte da minha visita às Cataratas do Niagara. Fiz uma edição bem simples só pra reunir a vista do Niagara Lake, da queda d'água vista bem de perto e de um arco-íris lindo que tinha começado a aparecer.

Um dia vou voltar lá no verão, promessa. As partes congeladas também eram lindas, mas houveram portas no túnel subterrâneo que nem conseguimos passar (interditadas de tanto gelo) e, além disso, aproveitei pouco o visual da rua... precisei sair correndo pras lojinhas de souvenirs antes que perdesse as mãos. Sei que soa exagerado falar isso, mas 40 graus negativos não é brinquedo não.

SALTO ALTO NA NEVE

Nem pensar, né? Resultado: quatro semanas sem nem sentir o gostinho de usar salto alto. Meu recorde! Na terceira semana já não me sentia mais uma pata choca, mas continuava com a sensação de estar andando em uma rampa. Nos primeiros dias senti muita dor nas costas e no pescoço, demorei pra atinar que era essa a razão.

Ando de salto alto todos os dias desde que tenho, sei lá, uns 17 anos... de repente - e bruscamente - paro de usar! Meu corpo estranhou. Fácil de entender.

E POR FALAR NISSO

Em Toronto eles têm o costume de deixar os sapatos na beira da porta quando chegam. Pra não sujar - na verdade, pra não ficar uma molhaceira - o assoalho com a neve derretida. Só que, diferente de outras culturas, eles não deixam pantufas ou chinelos pra trocar. Eles simplesmente andam de meias pela casa! Até nas festas de aniversário: todo mundo de pés descalços e os sapatos amontoados no corredor da frente. Fiz isso uma vez, na tentativa de me sentir uma nativa, mas desisti quando vi o estado crítico das minhas meias (sujas e encardidas). Como não considero esse artigo descartável, a solução foi deixar minhas inseparáveis alpargatas - sapatos (feitos de pano) típicos da cultura gaúcha que levei pro Canadá - na beira da porta.

P.S.: respondi absolutamente todos os comentários, desde o dia 17 de janeiro! Desculpem a demora!

posted by Dornelles, L. | 11:22 AM
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