Dornelles
tintim por tintim


28.6.08

Minas Gerais lá vou eu!

Segunda-feira voltamos com a programação normal.

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27.6.08

Tanto trabalho pra um prazer tão curto

É exatamente assim que eu resumo minhas aventuras na cozinha.

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26.6.08

PRÓLOGO

Há um bom tempo, no meu finado blog, escrevi que costumo me emocionar mais com a vida alheia do que com a própria. Alguns anos se passaram e isso ainda persiste na maneira como levo meus dias de uma maneira muito consistente. É incrível a capacidade que tenho de me emocionar (e às vezes até me surpreender em soluços) em frente a televisão, jornal ou computador, ao conhecer a história de crianças abandonadas, famílias que não têm o que comer, animais torturados e aflições mundanas em geral.

Na ficção, livros e filmes, apenas quando conseguem me emocionar - e pode ser apenas em um parágrafo ou cena - me dão a sensação de que cumpriram seu papel. Ao mesmo tempo, de forma tão paradoxa, mas completamente verdadeira, passo meses sem derramar uma lágrima por minha causa, pelos meus problemas, pelas minhas dores ou alegrias. É como se chorar fosse um ato falho, uma fraqueza inadmissível.

São as regras que criei pra mim. E, como costumo dizer, não há nada pior do que infringir as regras que eu mesma me impunho.

PARA FRANCISCO

Há uns três meses, conheci um blog - e uma vida - que muito tem me emocionado. A autora, Cristiana Guerra, é de uma força fora do comum. A história dela poderia ser roteiro de filme, mas é a mais pura realidade: ela perdeu um grande amor dois meses antes de o único filho dos dois nascer. E criou o blog Para Francisco com o intuito de, nas palavras da própria, tentar entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos por uma mãe viúva. Com uma pressa de falar para o filho sobre o pai, sobre a mãe e sobre o mundo.

É impossível não querer mergulhar no universo de Cristiana, Guilherme e Francisco. Com textos mágicos e cheio de lições envolventes e arrebatadoras, a moça traduz o que sente de forma muito peculiar. Unindo música, poesia, e-mails, fotos maravilhosas e muita sensibilidade ela se mostra real, humana e, principalmente, alguém admirável. Com muito bom humor e jogo de cintura, aprendeu a aceitar as surpresas (boas e ruins) que a vida reservou pra ela.

Há algo de muito bonito, delicado e intenso nas entrelinhas de cada frase do diário online que criou. E nos desperta uma vontade imensa de sair correndo, de ser feliz, de nunca mais reclamar de coisa pouca. Como uma sacodida na alma!

O texto abaixo, retirado do blog Para Francisco, resume bem o que eu quero dizer:

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Nem sempre a saudade é querer que o tempo volte. Ontem vi uma mulher grávida atravessando a rua e reconheci nela um semblante que já tive. Lembrei o tempo em que você estava aqui dentro, filho. Andar por aí levando a felicidade na barriga. Hoje, eu e você somos dois. Gosto tanto. Não trocaria esse momento pelo anterior, como também não daria o que tenho para ter o seu pai de volta. A vida na sua medida. Aceitá-la é sábio: transformar a saudade em boa de sentir. Nem sempre a saudade é querer que o tempo volte.
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Ela é saudosista, claro, recorda diversos momentos da vida a dois com detalhes extraordinários; mas sabe que aproveitar o presente e pensar no futuro é muito mais proveitoso do que passar as horas se lamuriando pelo passado.

Cristiana também já perdeu os pais e - como qualquer pessoa - tem seus problemas e frustrações, mas nenhuma perda ou obstáculo parece grande o suficiente pra fazê-la infeliz (e ainda tem gente que se deixa abater por quase nada). Não por acaso, se tornou uma espécie de celebridade do mundo virtual - e real. Revistas, jornais e programas de TV não cansam de contar a história da moça.

E eu, de longe, estou sempre na torcida.

cisco + cris

Hoje senti a necessidade de falar nela pra vocês porque, mesmo sem querer, Cristiana Guerra não escreve tudo o que escreve apenas "Para Francisco". Mas pra todos nós.

Boa leitura!

Vai lá: Para Francisco.

P.S.: a história completa está na Revista Criativa.

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25.6.08

REGIME
de engorda...

Ontem descobri que o cinema do Praia permite comer Mc Donald's durante as sessões. Nem preciso dizer que já aderi, né? Fui ver Sex and the city, com ela, que diferente de mim, odeia o inverno, mas tem os gostos bem parecidos quando o assunto é cinema. Deviam ver a nossa cara de indignação quando o filme terminou (do jeito que terminou). Rimos, claro. Mas prefiro o seriado! Bom, como eu ia dizendo, meu regime começou com um Mc Chicken Gourmet e continuou hoje ao meio dia, num dos raros momentos que me aventuro na cozinha. Nada demais: quatro batatas (cortadas - e fritas - em mil pedaços) e dois ovos cozidos, com muito queijo ralado e azeite de oliva por cima. De sobremesa, meia barra de diamante negro mais uma xícara pequena de sucrilhos de chocolate e duas colheres de creme de leite, tudo misturado no microondas. Pensei estar alimentada para o resto do dia, mas quando cheguei no trabalho, São João! Pipoca, rapadura, quentão e pinhão para os funcionários. E na janta (sim, eu jantei), além do tradicional menu do Puras: espigas de milho. Bateu um saudosismo, precisei comer... apenas três pedaços. Mas só pra relembrar os almoços de infância na casa da minha avó. Só pra isso.

Amanhã sopas pra compensar.

Ou não.

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24.6.08

As idéias geniais são as que nos surpreendem por não nos terem ocorrido antes.

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19.6.08

TÁTICAS QUE EU CRIO PRA VIVER MELHOR

Tática contra o frio

Desde pequena nunca gostei de usar muita roupa no inverno. Manta muito grossa me deixa sufocada e várias blusas, uma por cima da outra, nem pensar. O melhor de ter 24 anos é que hoje ninguém me incomoda por estar com o pescoço, o colo ou a barriga meio de fora em pleno junho. No máximo, uso uma blusa de malha de manga comprida e um casaco por cima - e já está ótimo! Lã muito raramente. E com mais de duas décadas de experiência, percebi: quanto menos roupa tu usas, menos frio tu sentes. Eu ando pelas ruas, nessas manhãs geladas (3, 4 graus) de Porto Alegre e vejo as pessoas enroladas e estufadas parecendo uns bonecos de neve. Todas elas, mesmo com toucas, mantas e luvas, estão tremendo e reclamando do frio. Enquanto eu, do alto das minhas poucas roupas, estou lá sentindo o vento gélido no rosto, muito bem obrigada. Além do quê, me sinto com muito mais agilidade e disposição.

O mercado de casacões não vai gostar muito da minha tática, mas eu garanto que funciona!

Tática pra ganhar brinde e comer bem

Quem me conhece sabe que eu como no McDonald's, em média, duas ou três vezes por semana. Chego no balcão quase sempre decidida: - um número 10, por favor. Noventa por cento das atendentes me olham e explicam: - o número 10 é o Big Tatsy, senhora. (!) - sim, é este mesmo. Pausa pra explicar que o Big Tatsy é o maior dos lanches, não por acaso intitulado de O Grande Matador de Fome. Bom, mas esse texto, na verdade, é pra falar do McFlurry, um dos piores lançamentos de Mc sorvete dos últimos tempos. O problema é que lançaram aqueles copos lindos da Coca-Cola e para ganhá-los é preciso comprar o tal Flurry. Partindo do princípio que eu quero todos os cinco copos (frase de adolescente essa) precisei criar a seguinte tática: eu como somente a parte branca do sorvete e vou deixando o chocolate de lado. Depois, coloco cerca de três colheres de creme de leite ou leite condensado (no pote de isopor mesmo) e deixo um minuto e meio na potência alta do microondas. Fica quase um negrinho (leia-se: brigadeiro, pra vocês que não estão no sul).

Como diz o meu colega Pinheiro Machado, é dos deuses!

Tática pra lavar louça no inverno

Essa tática foi inspirada na minha amiga E. Quando está muito frio, ela toma várias xícaras de chá quente antes de entrar no banho e eu, antes de lavar a louça. Fico com tanto calor que nem sinto a água congelante nas minhas mãos. Bom, na verdade sinto sim, mas lavar a louça no inverno é como entrar numa piscina fria demais. Não dá pra ir aos pouquinhos, o melhor é se jogar. E assim eu me jogo e me delicio lavando louça - se é que é possível se deliciar lavando louça.

Enfim.

Depois deste post super (in) útil, não há nada mais que eu possa dizer, a não ser: estou indo trabalhar em Minas Gerais! Viagem rápida, segunda já estou de volta. Dou notícias se a Internet do hotel colaborar.

P.S.: estou saindo de um frio de 3 graus e me preparando psicologicamente pra enfrentar os 29, 30 graus do norte mineiro.

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18.6.08

Ambientalmente correta?

Confesso que ainda tenho muito o que melhorar, mas já ando até recusando sacolas plásticas por aí. É impressionante como balconista de farmácia, por exemplo, adora sacolinha. Eu com uma maxi bolsa - tradicional entre as mulheres do século XXI - vou querer colocar um pote de shampoo em sacola plástica por quê?

Bom, o fato é que com os vários quilômetros de carro rodados por ano, o tanto de aparelhos elétricos que ligo em casa (às vezes ao mesmo tempo), e as trocentas viagens que faço de avião, ainda está difícil fazer a minha parte de maneira significativa. Hoje descobri que para neutralizar a minha emissão anual de CO2 precisaria plantar, no mínimo, três mil e 500 árvores.

E reciclar, andar de bicicleta, não cozinhar os alimentos, tomar banho de dois minutos com água fria, deixar de lado as maquiagens, ufa!

Como li esses dias numa dessas revistas de bordo, o que era pra ser um hobby de pessoas iluminadas, a partir do momento que passou a ter impacto no coletivo, tornou-se um tema cada dia mais careta e, não sejamos hipócritas, chato mesmo. Até pouco tempo, tudo que fazíamos dentro de casa só dizia respeito a nós. "O mundo era grande e a natureza infinita", diz o advogado Eduardo Rivetti. Colocar 50 litros de gasolina por semana - e gerar a poluição decorrente - era assunto de cada um!

Agora que já sabemos que estamos em dívida eterna com a natureza, tudo gira em torno de. E não adianta se adaptar sem consciência - e vice-versa.

Boa sorte pra nós!

P.S.: se vocês quiserem saber quanto emitem de carbono no meio ambiente (e quantas árvores precisam plantar, por ano, pra neutralizar essa emissão), é só acessar o wwww.florestasdofuturo.org.br.

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16.6.08

Teatro: uma das sete maravilhas do (meu) mundo

No final de cada peça os atores pedem pra gente fazer propaganda de cada uma delas. Se gostamos, para os amigos. Se não gostamos, para os inimigos.

Vai lá: Solteiríssima! Risada do início ao fim! Eu já tinha assistido Casadíssima, que também é maravilhoso - e volta pra Porto Alegre em julho. Só a atriz principal, Renata Peppl, já vai fazer vocês morrerem de rir, ela é genial! E, diga-se de passagem, o autor da peça também. Os diálogos e a costura da história são perfeitos!

Não vai lá: Como agarrar um homem antes dos 40! Clichê, piegas, cansativo, chato mesmo. Demos mais risadas das nossas caretas (indignadas, querendo sumir do teatro) do que da peça em si! Só não saímos antes do término, porque nosso lugar era bem no meio, mas não aguentávamos mais.

Mudando de assunto

Hoje liguei para a central de atendimento do Credicard e consegui cancelar meu cartão de crédito em apenas 9 minutos! Sério, isso é algo que precisa ser registrado. Normalmente eles me enrolam hoooras até se convencerem de que realmente eu não quero mais o serviço.

Só pra constar

Whitesnake, Fábio Jr (!!!), Engenheiros do Hawaii e agora Roupa Nova. Todos os shows que eu pretendo ir chegam em Porto Alegre quando estou quilômetros longe daqui.

Li e gostei

A desigualdade social, no Brasil, dividiu o país em dois: os ricos, que mandam, e os que mandam currículo. Tó Cazzali

P.S.: depois de postar aqui, descobri - pelo google, claro - que a Renata Peppl é também quem escreve as peças. Virei fã!

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15.6.08

O Rio de Janeiro continua lindo!

Já que gravamos muitos vídeos lá no Rio e tiramos inúmeras fotos, resolvi fazer esta edição de 3 minutos com nossos melhores momentos pela cidade maravilhosa!

Foi só uma tarde, mas valeu muito. Das outras vezes que estive lá ou era muita correria ou o dia estava nublado e com bastante chuva. Enfim, espero que no vídeo dê pra ter uma noção do quanto estávamos felizes!



Não conseguiu assistir? É só clicar aqui

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14.6.08

O SEGREDO

Depois que o livro se tornou best-seller, o segredo do sucesso, da riqueza, da felicidade, ou seja do que for, se popularizou de tal forma que é muito comum ver por aí pessoas agindo de maneira (muito) incoerente às frases prontas que lhe saem da boca. Não tão famoso, mas um pouco mais pé no chão, "O Segredo dos Campeões" do psquiatra Roberto Shinyashiki foi lançado bem antes e não vendeu nem um terço da obra de Bob Proctor. Planejamento, persistência e, principalmente, ação são algumas das diretrizes que fundamentam os escritos do médico.

Mas entre um e outro macete, nenhum se compara às lições que a vida coloca a nossa frente. E conviver com verdadeiros campeões têm sido, pra mim, o grande segredo.

Esses dias apresentei pra vocês a bezerrinha Bárbara e aproveitei pra falar um pouco das pessoas de fibra que tenho conhecido. Pessoas que começaram do nada, às vezes desacreditadas, e chegaram onde queriam. Você diria, sorte? Eu diria que sorte é consequência. Conseqüência de muito trabalho, reunúncia, gosto pelo que se faz e... humildade! Um mês atrás, entrevistei um dos maiores empresários do Brasil. Ele é presidente de uma gigantesca holding responsável por cinco empresas de eventos, criou o camarote da Brahma, fez muita fortuna e há dez anos resolveu se aventurar na criação de Puro Sangue Lusitano.

Com uma biografia de dar inveja à muito marmanjo, seria simples demais ele chegar na televisão com o ego inflado e cheio de lições. Evitando o tempo todo falar de si próprio (embora eu tenha insistido bastante) ele praticamente se limitou a dar uma pequena - e valiosa - dica: "o principal segredo da minha vida, é me cercar sempre de pessoas melhores do que eu".

Na mosca! Quantas pessoas você conhece que assumiriam isso com tanta franqueza e humildade? Na teoria, seria muito mais cômodo conviver com quem sabe menos do que a gente. A auto-estima lá em cima e a ilusão idem! No meio dos flashes (artista, jornalista, modelo), por exemplo, é muito comum conhecer quem se julga muito mais importante ou insubstituível do que, de fato, é. Mas, quando a gente acha que já sabe tudo, aí é que a gente se perde.

Um teste: experimenta começar a ler e se informar o máximo que você puder! É como a questão da entropia (ou caos informativo), que estudei na faculdade. Você nunca vai conseguir assimilar tudo, ou equilibrar todas as informações, mas pelo menos terá consciência de que as possibilidades são infinitas e que nunca estarão todas ao teu alcance. As que estiverem, vai aproveitar com todo o esforço e dedicação que puder.

Como diz o mesmo empresário que citei acima, vulgo José Victor Oliva, ninguém precisa cair do cavalo pra aprender a andar a cavalo, assim como, na minha opinião, ninguém deve trabalhar sem ter a grande chance de conviver com gente boa e motivada. É lógico que cada um precisa trilhar seu próprio caminho, mas ter como espelho alguém que conseguiu chegar lá é aprendizado na certa. E isso não é privilégio de poucos, ao longo da vida todos nós temos experiências assim. Podemos passar por elas absorvendo coisas importantes, ou não. Tudo é uma questão de escolha.

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13.6.08

ESTRANHA MARÉ

- Derrubei chá quente no teclado do meu computador, ele - obviamente - estragou.
- Estava secando o cabelo, o secador pegou fogo.
- A descarga do meu banheiro, do nada, simplesmente explodiu.

Mas hoje de noite vou ao teatro (!!!) e nada vai ser capaz de tirar o meu humor. Pode cair o telhado que eu continuo sorrindo. E me recuso à acreditar que é tudo culpa da sexta-feira 13. Adoro, aliás. Só falta ter lua cheia...

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12.6.08

DOCE - E NECESSÁRIA - SOLIDÃO

Das frívolas e corriqueiras reclamações que ouço por aí, a que mais desperta minha atenção é ouvir de alguém: - não consigo ficar sozinho!

Seja em relacionamentos amorosos ou no dia-a-dia, quem não conhece pessoas que precisam estar sempre rodeada de outras? Você já ouviu elas comentarem que vão passar o domingo lendo um bom livro no silêncio de suas casas - vazias? Difícil.

Falei uma vez aqui, e repito, que não entendo em que momento a palavra solidão se tornou algo pejorativo, mas no pouco dos meus 24 anos, tenho certeza absoluta que ela é necessária e saudável, sim!

Há tempos quero escrever mais sobre isto. Existirá data mais adequada do que o Dia dos Namorados? E escrevo principalmente para os solteiros inconformados ou para aqueles que mantém um relacionamento de fachada só pelo medo de voltar a caminhar apenas com duas pernas.

Tenho sorte: todas as amigas solteiras que convivo são muito bem resolvidas. Caso contrário, eu ia querer distância no dia de hoje! Imagina uma pessoa resmungando a cada casal que passa na rua, se lamentando a cada beijo que vê na televisão? Conheço bastante gente assim. E não há amizade que aguente.

É importante ressaltar que ter a capacidade de estar sós não é menosprezar o amor ou a amizade, pelo contrário. Depender de alguém é que é o preocupante! Esquecer de si próprio, trocar o "eu" pelo "nós" e não ter mais certeza de quem gosta ou desgosta do quê. E estar sozinho é muitíssimo diferente de estar solitário. Desculpem-me o lugar comum, mas quem nunca se sentiu abandonado no meio de uma multidão?

Parafraseando a psicanalista Diana Corso, ser uma boa companhia começa a sós. Acho que aprendi isso de uma forma tão clara porque cresci filha única. Brincava sozinha, manuseava o joystick 1 e 2 no vídeo game - fingindo ser duas pessoas, inventava mil histórias e brincadeiras, passava horas desenhando, escrevendo poesias, me divertindo, sozinha! É lógico que eu tinha minhas amigas, minha prima, convivia bastante com crianças da minha idade, mas havia sempre o momento de voltar pra casa, sem irmãos.

Que ninguém me entenda mal: ser, como a gente diz aqui no sul, "bicho do mato", também não me parece nada interessante. Eu, como típica geminiana, amo estar rodeada de amigos, conversar, fazer festa, viajar, conhecer gente nova. Mas conto os dias pra ter um final de semana de folga e ficar em casa fazendo as minhas coisas, com os meus pensamentos, sem ninguém na volta. Sou feliz assim também.

Como diz a mesma psicanalista citada acima, nós já existíamos mesmo quando não tinha ninguém olhando. O amor (ou a companhia) anima, mas não completa. O porto seguro, por mais clichê que possa parecer, tem que estar dentro de nós.

Dia dos Namorados é um dia como qualquer outro. E nenhum motivo pode ser grande o suficiente pra nos fazer infeliz. O solteiro não ganha presente, mas também não gasta. Não sai pra jantar e dar beijo na boca (ou sim! Porque nascemos em uma época que não é preciso estar namorando pra fazer isso - graças a Deus!), enfim, existem mil e uma possibilidades pra se sentir bem nesta quinta-feira básica!

Quanto aos namoros de conveniência, penso o seguinte: não é porque alguém fez juras de amor eterno que precisa empurrar com a barriga um relacionamento que já era. Ninguém pode garantir os sentimentos pelo resto da vida, a gente sente ou não. A gente muda, as coisas mudam, o destino traça outros rumos, nada pára. Quando acontece é muito bom e quando acaba não há nada que se possa fazer, senão dizer adeus. Uma porta se fecha, mas as coisas se transformam pra melhorar.

Então, um 12 de junho maravilhoso pra quem é solteiro e não se incomoda com isso, pra quem ama de verdade e é feliz com seu companheiro (a) e pra quem está (criando coragem) e se acostumando com a idéia de que mudar de rumo é tão interessante quanto ter estabilidade!

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11.6.08

Dez dias depois e...

a saga do meu niver continua!

Daqui a pouco vou publicar algumas no orkut, mas por enquanto, se vocês quiserem ver... aqui estão todas as 115 fotos da festa de aniversário que comemorei em Porto Alegre com pessoas muito especiais!!!!!

É só clicar na foto abaixo:

Aniversário da Lu!

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8.6.08

O Rio de Janeiro continua lindo...

Acabamos de chegar do Balada Mix, aqui na Barra da Tijuca! Amanhã comprinhas básicas e muito trabalho. Terça-feira estou de volta. Beijos!

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6.6.08

Prólogo

Terça-feira de tarde, minha amiga E. falando no telefone com seu respectivo namorado:

- Amor, hoje de noite vou no niver da Lu, viu?
- Tá, mas até quando vai o aniversário dela?

(!!!)

Esse diálogo só pra explicar pra vocês que o meu aniversário prolongado foi mesmo o melhor dos últimos tempos! Eu sempre faço prolongado, meio sem querer querendo, mas desta vez bateu todos os recordes de quantidade e, principalmente, de qualidade. Depois do domingo no Parcão e na Padre Chagas, uma segunda-feira tranqüila e uma terça-feira de festa maravilhosa em Porto Alegre!! Muita, mas muita gente querida compareceu à minha comemoração, no Entreato Pub! 150 fotos - que ainda não consegui mandar pra ninguém porque saí literalmente de virada pra viajar - risadas, conversas, música boa, amigos e amigas especiais, pessoas que eu não via há muito tempo e até dois baldes de champagne eu ganhei de um admirador que estava por lá! Sabe aquelas noites que poderiam ser intermináveis? Enfim, depois disso dei uma sumida porque na manhã seguinte (quarta-feira) já peguei um vôo pra Minas Gerais. Esses três dias de viagem foram ótimos, mas hoje começou a melhor parte: estamos em São Paulo e domingo vamos para o Rio de Janeiro!

Semana que vem respondo os comentários e volto com a programação normal do blog.

Beijo, beijo!!!

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2.6.08

Aniversário no Parcão!



No vídeo acima, apenas 39 segundos do meu maravilhoso 1º de junho de 2008.

Eu gostaria de ter gravado, pra olhar quando quisesse, cada segundo do meu dia. Ele começou às 23h da noite de 31 de maio e, pra dizer a verdade, só vai terminar na madrugada de 3 de junho. Até agora as comemorações foram inexplicavelmente felizes: com risadas saindo fáceis, emoções à flor da pele, telefonemas inesperados, mensagens e recadinhos carinhosos, muitos abraços, muitos beijos, alegria fora do comum. Não sei o porquê, mas devo ser merecedora de cada um dos anjos que a vida me deu de presente. Que fazem eu me sentir querida, importante e privilegiada - e que me matam de saudade. Nas primeiras horas do meu aniversário meia dúzia deles estavam ao meu lado (e assim ficaram até às 4h e pouco da madrugada) e nem deixaram eu perceber que estava longe de casa. A capital paulista é mais acolhedora do que as pessoas imaginam e foi bom demais estar por lá com gente tão especial.

No dia seguinte um sono intenso e a certeza de que dormir era a única coisa que eu não poderia fazer. É meu aniversário, ora essa. Televisão e ócio não combinam com datas comemorativas. Tinhamos acabado de voltar de Sampa e fomos recebidos em Porto Alegre com um frio gelado, o céu limpo e o sol perfeito. Até São Pedro parecia querer me agradar...

Talvez chegue o tempo em que esse dia vai ser só mais um, talvez eu canse de ficar mais velha - o que eu duvido muito, mas por enquanto eu sou boba assim mesmo. Me sinto diferente a cada 1º de junho: quase inabalável. E foi nesse espírito bem resolvido e humorado que dei início a segunda parte dos meus festejos. Desta vez, no famoso Parcão, aqui na querida capital rio-grandense. Chimarrão, natureza, conversas. E de noite, algumas voltinhas pela Calçada da Fama. Comilança, amigas, mais risadas, mais presente e parabéns. Amo muito tudo isso!

Pra completar tanta realização amanhã é a minha festa oficial com muitas pessoas fundamentais na minha existência. Mais uma comemoração repleta de cenas e momentos impecáveis que nunca vou rever no YouTube, na televisão ou no display de uma câmera fotográfica, mas que estarão gravados nos lugares que mais importam: na minha mente e no meu coração. Pra sempre. Obrigada amigos e família querida!

P.S.: se não conseguiu assistir o vídeo pelo blog, clica aqui.

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