Eu mudo de cidade, troco os móveis de lugar ou, simplesmente, escolho outro apartamento pra morar. Perco e ganho amigos, troco a cor de cabelo ou, como de costume, mudo de opinião. Ando por outras ruas, escolho a roupa de acordo com o meu humor e prefiro a mutação do que a estagnação. Se é tão prático ser assim, por que têm sido tão difícil mudar um hábito em particular?
Comer compulsivamente é algo que sempre fez parte de mim. Avestruz, Magali, monstro da Taz Mania... juro que achava até queridos esses apelidos. Pode parecer estranho, mas inclusive um namorado conquistei porque segundo ele, dentre outras coisas, se encantou com meu jeito "sem frescuras" pra comer. E é assim, entre muito açúcar, lanches e frituras, que eu levava a vida.
Meu regime de engorda era simples: comia tudo o que tinha vontade. O tempo todo. E, até começar o mês de julho, nunca tive problemas quanto a isso. Não sei exatamente a razão, mas desde aquela viagem ao Mato Grosso eu comecei a fazer esteira enlouquecidamente e a comer o mínimo dos mínimos.
Hoje duas pessoas comentaram - sem saber da minha dieta - o quanto eu tinha emagrecido. Bingo!
Passei pelas fases da negação e do sofrimento. Atualmente estou no estágio da pseudo resignação. Era uma tortura, por exemplo, estar junto de pessoas comendo. Agora já consigo tomar um iogurte na frente de alguém que devora um delicioso sanduíche. E ontem de tarde, pela primeira vez depois que comecei com isso, comi chocolate - apenas três pedaços. Nem pareço a mesma que derretia uma barra inteira no microondas e misturava com leite condensado.
Se der certo, se eu conseguir dar continuidade, se emagrecer significativamente (e com saúde) conto meus truques pra vocês. Por ora, só o que preciso é de sorte!
Tenho orgulho de tudo o que vivi e das pessoas que fizeram parte da minha trajetória, mas me foco muito mais no que está por vir. Pra mim, a regra da vida é a seguinte: as coisas sempre ficam melhor com o passar do tempo. Em todos os sentidos. Desculpe-me o clichê, mas nada como um dia após o outro. E, mesmo com as rugas, as pessoas ficam ainda mais bonitas ao longos dos anos. Porque se conhecem melhor, têm mais auto estima, menos dúvidas, sabem exatamente o que lhes cai bem ou, simplesmente, porque não há nada mais belo que a maturidade e a experiência.
Mas voltando ao assunto deste post, sou racional, se realmente quero, me desapego - com rapidez e segurança - de lugares, pessoas ou situações. Não sei como adquiri essa facilidade, mas me faz muito bem viver assim. É prático e objetivo como tudo deveria ser.
Não gosto de conviver com gente bucólica ou saudosista demais. Como diz a Cristiana Guerra, o passado é um lugar bonito para visitar de vez em quando. Não para morar. O tempo tem sua mágica. Não se vive uma vida de ontens.
Perfeita definição.
Também por isso que, em maio do ano passado, quando surgiu lá na TV uma vaga para viajar, viajar, viajar, não pensei duas vezes. Como já disse aqui no blog, gosto de experimentar a vida em ritmos diferentes, mudar os ares, conhecer lugares e pessoas, trabalhar com prazer e sentir o gostinho da liberdade. É muito provável que minha rotina não seja essa pra sempre, mas por enquanto está bom demais. De qualquer forma, ficar em Pelotas e viver a mesma vida, nunca foi uma opção.
Bom, mas desde que descobri que tenho memória curta (ou seletiva?) passei a ler - e me surpreender - com textos e documentos antigos. Tenho pilhas de cadernos, papéis e agendas. Não fossem eles, muita coisa ainda estaria escondida no meu incosciente. A capacidade de cortar o mal pela raíz, juro, às vezes até me assusta. É incrível como jogo coisas pra baixo do tapete sem nem ao menos me dar conta, mas, ao mesmo tempo, é maravilhoso perceber o quanto isso me transformou. Mais do que eu pretendia ou imaginava.
Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso... acho que é mais fácil listar qual lugar ainda não conheço. Teria tanta história pra contar nesse tempo todo que, para a maioria das pessoas, pode parecer impossível escolher a que mais me marcou.
Mas não é.
Eu chegava numa picape antiga - emprestada pelo meu padrinho - depois de andar por ruas de terra, estreitas, embarradas e, literalmente, no fim do mundo. Eu mesma desenhei o mapa num caderno, pra não me perder. Levava um isopor com sanduíche e água, porque nem isso o "fim do mundo" me proporcionaria. Eram sábados e domingos, eu poderia estar com meus amigos ou lendo um livro deitada no sofá. Mas nada me traria sensação parecida.
Quando avistavam o carro, eles já apareciam na porta de suas casas (casas de barro, de madeira, sem piso, algumas construídas há mais de um século e, quase todas, com apenas um cômodo). No início, arredios. As crianças corriam ou se enroscavam nas pernas dos pais. Depois, acostumados às minhas visitas, logo se juntavam a mim pra ver o que eu trazia em mãos desta vez. E faziam festa com simples chicletes.
Um dia, resolvi presenteá-los com fotos que havia tirado deles. Não saberia explicar em palavras a emoção que senti vendo-os surpresos e felizes, diante da própria imagem.
O seu Luiz tinha sessenta e poucos anos. A esposa dele, vestida de azul, vinte e um. Ela tinha sete filhos e essa foi a única vez que a vi sorrir.
Tudo era novidade. Nada do que julgamos normal, era normal pra eles.
Eles são descendente de escravos. Os mais velhos, filhos de escravos que fugiram dos grandes fazendeiros da região de Pelotas e Canguçu, no Rio Grande do Sul, e se esconderam em lugares de difícil acesso - com muita mata e altos morros. Esses refúgios, onde viveram os negros durante o período escravocrata, eram chamados de quilombos.
Muito tempo se passou e a grande maioria desses povos permaneceu no mesmo local. Sem emprego, dignidade, reconhecimento, assistência, não souberam por onde começar, como se reerguer. Criaram hortas, fizeram remédios medicinais, construíram seus lares - se é que se pode chamar assim - e preservaram os costumes oriundos de vários anos, de um continente muito distante. Metafóricamente falando, a escravidão continuou mesmo com a Lei Áurea. O resto do mundo pareceu ignorá-los. Mas a verdade é que devemos muito pra estas pessoas.
Quantas vezes vocês ouvem falar sobre comunidades indígenas? E sobre as quilombolas? É estrondosa a diferença.
Hoje existem empresas de pesquisa e extensão rural trabalhando em pról de todos eles, mas ainda há muito o que ser feito. Mais do que se pode imaginar. Acho que fiz a minha parte, embora não tivesse recursos, levei alegria e compreensão. Conversava com eles e só isso já era muito. Ainda sinto um peso na consciência por ter estagnado com esse projeto.
Então, sempre que puder, vou escrever contando pra vocês um pouco do que vi e estudei. Fatos felizes e outros nem tanto. Quero manter viva essa história na sociedade e, principalmente, dentro de mim. Não quero esquecê-los.
Esse é o Teobaldo Machado, mais conhecido como "Seu Chico". Ele era o líder da comunidade quilombola Rincão da Cruz. Quando questionei se sentia alguma mágoa pelo fato de seu pai ter sido escravo, disse o seguinte:
[...] mas quem não vai sentir? Pelo que o pai dizia, né? O que acontecia com eles, né? Ah, diz que passaram muito trabalho. Diz que... (suspira muito) era amarrado de noite pra não fugí e dormia amarrado, né? No pé e no braço, então não tinha como caminhá. Mas tanto foi, tanto foi, que ele conseguiu fugi, pegá cavalo dos colono, montô num petiço lá e deu prele fugí. Fugiu de lá com uma faquinha na cintura, cortava os arame... (sic).
Essa foi apenas uma das centenas de citações que fizeram parte da pesquisa qualitativa que desenvolvi no trabalho de conclusão de curso da faculdade. O dez que tirei antes de me formar é nada perto do que aprendi. É pouquíssimo se comparado às valiosas lições que levo pra vida inteira. E sem o Seu Chico nada disso teria acontecido. Era ele quem me levava de casa em casa, me apresentava para as famílias quilombolas e me tratava como uma filha.
Correria é algo rotineiro no meu dia-a-dia e eu acredito verdadeiramente que, embora seja contraditório, consigo me organizar muito melhor quando estou sob pressão. Horas livres e ócio demais me deixam meio confusa. Quanto mais enlouquecedora está a minha agenda, mais eu consigo arranjar tempo. Bom, mas o fato é que de tanto pensar assim - e de tanto repetir a frase do título deste post - a vida resolveu me dar uma rasteira e mostrar que o que eu pensava ser o caos não é nada perto do que passei hoje.
Enfim.
Sempre avante.
P.S.: recém cheguei de Cuiabá e já estou indo pra São Paulo. Retorno domingo, respondo os comentários e este blog volta à ativa.
P.P.S.: hoje faz quatro felizes anos que o meu amado irmão, João Victor, nasceu.
Vou escrever rapidinho porque a sala de ginástica (?) me espera. Sim, os ares Mato Grossenses (leia-se ares muito quentes, beirando os 35 graus) mudaram, temporariamente ou não, a minha concepção de vida. Nas horas de folga estou fazendo exercícios, pegando sol na beira da piscina e comendo super pouco. Almoço normalmente e como apenas frutas na hora da janta. Em apenas três dias já emagreci. Vamos ver até quando eu aguento...
P.S.: a internet aqui do hotel é de graça, ou seja, está sempre cheia. Assim que der dou notícias novamente.
As coisas que se vêem são transitórias, mas as invisíveis são eternas.
Frase do livro "O Guardião de Memórias", terminei de ler agora há pouco. E recomendo!
Estou indo passar uma temporada (leia-se: uma semana) na cidade onde nasceu meu irmão. Cuiabá - a capital do Mato Grosso - é quente demais pro meu gosto, mas de alguma forma, é também muito especial.
Espero que o tempo aqui em Porto Alegre dê uma trégua e a nossa aeronave levante vôo no horário previsto. À propósito, são quase 1h da manhã e tenho que sair de casa às 5h30. Pergunta se tenho sono?
Quando eu era pequena - como qualquer criança filha única - incomodava meus pais com a idéia de ter irmãos. Se alguém me dissesse, naquela época, que eu teria que esperar vinte anos para ganhar o meu companheiro pra toda existência, ficaria impaciente e diria que o tempo de espera era grande demais.
Hoje, aos 24, tenho certeza que valeu a pena cada ano que vivi sem o João Victor. Ele chegou na hora certa e com uma diferença de idade que só vai nos trazer benefícios. Semana que vem é o aniversário de quatro anos do meu querido irmão. Quatro anos que uma nova vida passou a fazer parte de mim. Uma vida que nasceu do outro lado do Brasil - no Mato Grosso - e que, mesmo sem conhecer, eu já amava com todas as minhas forças.
Agora a gente vive mais perto, mas mesmo assim longe demais, e, na maior parte do tempo, acompanho o crescimento do meu gurizinho apenas por fotos. Há alguns minutos não resisti quando recebi por e-mail a imagem acima: ele, em outra cidade, no norte do Rio Grande do Sul, assistindo a minha entrevista pela TV. Seja qual for o meio, qualquer detalhe é importante pra encurtar nossa distância física e fazer com estejamos sempre próximos. Mesmo quando ele vem correndo no telefone, meio sem paciência, e fala com convicção: - te amo maninha! Não existe nada melhor.
Aliás, não vejo a hora dele ter 12, 13 anos... pra que diga pro meu pai e pra minha madrasta: - tchau, gente! Tô indo passar o final de semana na casa da minha irmã!
Há um bom tempo, no meu finado blog, escrevi que costumo me emocionar mais com a vida alheia do que com a própria. Alguns anos se passaram e isso ainda persiste na maneira como levo meus dias de uma maneira muito consistente. É incrível a capacidade que tenho de me emocionar (e às vezes até me surpreender em soluços) em frente a televisão, jornal ou computador, ao conhecer a história de crianças abandonadas, famílias que não têm o que comer, animais torturados e aflições mundanas em geral.
Na ficção, livros e filmes, apenas quando conseguem me emocionar - e pode ser apenas em um parágrafo ou cena - me dão a sensação de que cumpriram seu papel. Ao mesmo tempo, de forma tão paradoxa, mas completamente verdadeira, passo meses sem derramar uma lágrima por minha causa, pelos meus problemas, pelas minhas dores ou alegrias. É como se chorar fosse um ato falho, uma fraqueza inadmissível.
São as regras que criei pra mim. E, como costumo dizer, não há nada pior do que infringir as regras que eu mesma me impunho.
PARA FRANCISCO
Há uns três meses, conheci um blog - e uma vida - que muito tem me emocionado. A autora, Cristiana Guerra, é de uma força fora do comum. A história dela poderia ser roteiro de filme, mas é a mais pura realidade: ela perdeu um grande amor dois meses antes de o único filho dos dois nascer. E criou o blog Para Francisco com o intuito de, nas palavras da própria, tentar entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos por uma mãe viúva. Com uma pressa de falar para o filho sobre o pai, sobre a mãe e sobre o mundo.
É impossível não querer mergulhar no universo de Cristiana, Guilherme e Francisco. Com textos mágicos e cheio de lições envolventes e arrebatadoras, a moça traduz o que sente de forma muito peculiar. Unindo música, poesia, e-mails, fotos maravilhosas e muita sensibilidade ela se mostra real, humana e, principalmente, alguém admirável. Com muito bom humor e jogo de cintura, aprendeu a aceitar as surpresas (boas e ruins) que a vida reservou pra ela.
Há algo de muito bonito, delicado e intenso nas entrelinhas de cada frase do diário online que criou. E nos desperta uma vontade imensa de sair correndo, de ser feliz, de nunca mais reclamar de coisa pouca. Como uma sacodida na alma!
O texto abaixo, retirado do blog Para Francisco, resume bem o que eu quero dizer:
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Nem sempre a saudade é querer que o tempo volte. Ontem vi uma mulher grávida atravessando a rua e reconheci nela um semblante que já tive. Lembrei o tempo em que você estava aqui dentro, filho. Andar por aí levando a felicidade na barriga. Hoje, eu e você somos dois. Gosto tanto. Não trocaria esse momento pelo anterior, como também não daria o que tenho para ter o seu pai de volta. A vida na sua medida. Aceitá-la é sábio: transformar a saudade em boa de sentir. Nem sempre a saudade é querer que o tempo volte. ---
Ela é saudosista, claro, recorda diversos momentos da vida a dois com detalhes extraordinários; mas sabe que aproveitar o presente e pensar no futuro é muito mais proveitoso do que passar as horas se lamuriando pelo passado.
Cristiana também já perdeu os pais e - como qualquer pessoa - tem seus problemas e frustrações, mas nenhuma perda ou obstáculo parece grande o suficiente pra fazê-la infeliz (e ainda tem gente que se deixa abater por quase nada). Não por acaso, se tornou uma espécie de celebridade do mundo virtual - e real. Revistas, jornais e programas de TV não cansam de contar a história da moça.
E eu, de longe, estou sempre na torcida.
Hoje senti a necessidade de falar nela pra vocês porque, mesmo sem querer, Cristiana Guerra não escreve tudo o que escreve apenas "Para Francisco". Mas pra todos nós.
Ontem descobri que o cinema do Praia permite comer Mc Donald's durante as sessões. Nem preciso dizer que já aderi, né? Fui ver Sex and the city, com ela, que diferente de mim, odeia o inverno, mas tem os gostos bem parecidos quando o assunto é cinema. Deviam ver a nossa cara de indignação quando o filme terminou (do jeito que terminou). Rimos, claro. Mas prefiro o seriado! Bom, como eu ia dizendo, meu regime começou com um Mc Chicken Gourmet e continuou hoje ao meio dia, num dos raros momentos que me aventuro na cozinha. Nada demais: quatro batatas (cortadas - e fritas - em mil pedaços) e dois ovos cozidos, com muito queijo ralado e azeite de oliva por cima. De sobremesa, meia barra de diamante negro mais uma xícara pequena de sucrilhos de chocolate e duas colheres de creme de leite, tudo misturado no microondas. Pensei estar alimentada para o resto do dia, mas quando cheguei no trabalho, São João! Pipoca, rapadura, quentão e pinhão para os funcionários. E na janta (sim, eu jantei), além do tradicional menu do Puras: espigas de milho. Bateu um saudosismo, precisei comer... apenas três pedaços. Mas só pra relembrar os almoços de infância na casa da minha avó. Só pra isso.
Desde pequena nunca gostei de usar muita roupa no inverno. Manta muito grossa me deixa sufocada e várias blusas, uma por cima da outra, nem pensar. O melhor de ter 24 anos é que hoje ninguém me incomoda por estar com o pescoço, o colo ou a barriga meio de fora em pleno junho. No máximo, uso uma blusa de malha de manga comprida e um casaco por cima - e já está ótimo! Lã muito raramente. E com mais de duas décadas de experiência, percebi: quanto menos roupa tu usas, menos frio tu sentes. Eu ando pelas ruas, nessas manhãs geladas (3, 4 graus) de Porto Alegre e vejo as pessoas enroladas e estufadas parecendo uns bonecos de neve. Todas elas, mesmo com toucas, mantas e luvas, estão tremendo e reclamando do frio. Enquanto eu, do alto das minhas poucas roupas, estou lá sentindo o vento gélido no rosto, muito bem obrigada. Além do quê, me sinto com muito mais agilidade e disposição.
O mercado de casacões não vai gostar muito da minha tática, mas eu garanto que funciona!
Tática pra ganhar brinde e comer bem
Quem me conhece sabe que eu como no McDonald's, em média, duas ou três vezes por semana. Chego no balcão quase sempre decidida: - um número 10, por favor. Noventa por cento das atendentes me olham e explicam: - o número 10 é o Big Tatsy, senhora. (!) - sim, é este mesmo. Pausa pra explicar que o Big Tatsy é o maior dos lanches, não por acaso intitulado de O Grande Matador de Fome. Bom, mas esse texto, na verdade, é pra falar do McFlurry, um dos piores lançamentos de Mc sorvete dos últimos tempos. O problema é que lançaram aqueles copos lindos da Coca-Cola e para ganhá-los é preciso comprar o tal Flurry. Partindo do princípio que eu quero todos os cinco copos (frase de adolescente essa) precisei criar a seguinte tática: eu como somente a parte branca do sorvete e vou deixando o chocolate de lado. Depois, coloco cerca de três colheres de creme de leite ou leite condensado (no pote de isopor mesmo) e deixo um minuto e meio na potência alta do microondas. Fica quase um negrinho (leia-se: brigadeiro, pra vocês que não estão no sul).
Como diz o meu colega Pinheiro Machado, é dos deuses!
Tática pra lavar louça no inverno
Essa tática foi inspirada na minha amiga E. Quando está muito frio, ela toma várias xícaras de chá quente antes de entrar no banho e eu, antes de lavar a louça. Fico com tanto calor que nem sinto a água congelante nas minhas mãos. Bom, na verdade sinto sim, mas lavar a louça no inverno é como entrar numa piscina fria demais. Não dá pra ir aos pouquinhos, o melhor é se jogar. E assim eu me jogo e me delicio lavando louça - se é que é possível se deliciar lavando louça.
Enfim.
Depois deste post super (in) útil, não há nada mais que eu possa dizer, a não ser: estou indo trabalhar em Minas Gerais! Viagem rápida, segunda já estou de volta. Dou notícias se a Internet do hotel colaborar.
P.S.: estou saindo de um frio de 3 graus e me preparando psicologicamente pra enfrentar os 29, 30 graus do norte mineiro.
Confesso que ainda tenho muito o que melhorar, mas já ando até recusando sacolas plásticas por aí. É impressionante como balconista de farmácia, por exemplo, adora sacolinha. Eu com uma maxi bolsa - tradicional entre as mulheres do século XXI - vou querer colocar um pote de shampoo em sacola plástica por quê?
Bom, o fato é que com os vários quilômetros de carro rodados por ano, o tanto de aparelhos elétricos que ligo em casa (às vezes ao mesmo tempo), e as trocentas viagens que faço de avião, ainda está difícil fazer a minha parte de maneira significativa. Hoje descobri que para neutralizar a minha emissão anual de CO2 precisaria plantar, no mínimo, três mil e 500 árvores.
E reciclar, andar de bicicleta, não cozinhar os alimentos, tomar banho de dois minutos com água fria, deixar de lado as maquiagens, ufa!
Como li esses dias numa dessas revistas de bordo, o que era pra ser um hobby de pessoas iluminadas, a partir do momento que passou a ter impacto no coletivo, tornou-se um tema cada dia mais careta e, não sejamos hipócritas, chato mesmo. Até pouco tempo, tudo que fazíamos dentro de casa só dizia respeito a nós. "O mundo era grande e a natureza infinita", diz o advogado Eduardo Rivetti. Colocar 50 litros de gasolina por semana - e gerar a poluição decorrente - era assunto de cada um!
Agora que já sabemos que estamos em dívida eterna com a natureza, tudo gira em torno de. E não adianta se adaptar sem consciência - e vice-versa.
Boa sorte pra nós!
P.S.: se vocês quiserem saber quanto emitem de carbono no meio ambiente (e quantas árvores precisam plantar, por ano, pra neutralizar essa emissão), é só acessar o wwww.florestasdofuturo.org.br.
No final de cada peça os atores pedem pra gente fazer propaganda de cada uma delas. Se gostamos, para os amigos. Se não gostamos, para os inimigos.
Vai lá:Solteiríssima! Risada do início ao fim! Eu já tinha assistido Casadíssima, que também é maravilhoso - e volta pra Porto Alegre em julho. Só a atriz principal, Renata Peppl, já vai fazer vocês morrerem de rir, ela é genial! E, diga-se de passagem, o autor da peça também. Os diálogos e a costura da história são perfeitos!
Não vai lá:Como agarrar um homem antes dos 40! Clichê, piegas, cansativo, chato mesmo. Demos mais risadas das nossas caretas (indignadas, querendo sumir do teatro) do que da peça em si! Só não saímos antes do término, porque nosso lugar era bem no meio, mas não aguentávamos mais.
Mudando de assunto
Hoje liguei para a central de atendimento do Credicard e consegui cancelar meu cartão de crédito em apenas 9 minutos! Sério, isso é algo que precisa ser registrado. Normalmente eles me enrolam hoooras até se convencerem de que realmente eu não quero mais o serviço.
Só pra constar
Whitesnake, Fábio Jr (!!!), Engenheiros do Hawaii e agora Roupa Nova. Todos os shows que eu pretendo ir chegam em Porto Alegre quando estou quilômetros longe daqui.
Li e gostei
A desigualdade social, no Brasil, dividiu o país em dois: os ricos, que mandam, e os que mandam currículo. Tó Cazzali
P.S.: depois de postar aqui, descobri - pelo google, claro - que a Renata Peppl é também quem escreve as peças. Virei fã!
Já que gravamos muitos vídeos lá no Rio e tiramos inúmeras fotos, resolvi fazer esta edição de 3 minutos com nossos melhores momentos pela cidade maravilhosa!
Foi só uma tarde, mas valeu muito. Das outras vezes que estive lá ou era muita correria ou o dia estava nublado e com bastante chuva. Enfim, espero que no vídeo dê pra ter uma noção do quanto estávamos felizes!
Depois que o livro se tornou best-seller, o segredo do sucesso, da riqueza, da felicidade, ou seja do que for, se popularizou de tal forma que é muito comum ver por aí pessoas agindo de maneira (muito) incoerente às frases prontas que lhe saem da boca. Não tão famoso, mas um pouco mais pé no chão, "O Segredo dos Campeões" do psquiatra Roberto Shinyashiki foi lançado bem antes e não vendeu nem um terço da obra de Bob Proctor. Planejamento, persistência e, principalmente, ação são algumas das diretrizes que fundamentam os escritos do médico.
Mas entre um e outro macete, nenhum se compara às lições que a vida coloca a nossa frente. E conviver com verdadeiros campeões têm sido, pra mim, o grande segredo.
Esses dias apresentei pra vocês a bezerrinha Bárbara e aproveitei pra falar um pouco das pessoas de fibra que tenho conhecido. Pessoas que começaram do nada, às vezes desacreditadas, e chegaram onde queriam. Você diria, sorte? Eu diria que sorte é consequência. Conseqüência de muito trabalho, reunúncia, gosto pelo que se faz e... humildade! Um mês atrás, entrevistei um dos maiores empresários do Brasil. Ele é presidente de uma gigantesca holding responsável por cinco empresas de eventos, criou o camarote da Brahma, fez muita fortuna e há dez anos resolveu se aventurar na criação de Puro Sangue Lusitano.
Com uma biografia de dar inveja à muito marmanjo, seria simples demais ele chegar na televisão com o ego inflado e cheio de lições. Evitando o tempo todo falar de si próprio (embora eu tenha insistido bastante) ele praticamente se limitou a dar uma pequena - e valiosa - dica: "o principal segredo da minha vida, é me cercar sempre de pessoas melhores do que eu".
Na mosca! Quantas pessoas você conhece que assumiriam isso com tanta franqueza e humildade? Na teoria, seria muito mais cômodo conviver com quem sabe menos do que a gente. A auto-estima lá em cima e a ilusão idem! No meio dos flashes (artista, jornalista, modelo), por exemplo, é muito comum conhecer quem se julga muito mais importante ou insubstituível do que, de fato, é. Mas, quando a gente acha que já sabe tudo, aí é que a gente se perde.
Um teste: experimenta começar a ler e se informar o máximo que você puder! É como a questão da entropia (ou caos informativo), que estudei na faculdade. Você nunca vai conseguir assimilar tudo, ou equilibrar todas as informações, mas pelo menos terá consciência de que as possibilidades são infinitas e que nunca estarão todas ao teu alcance. As que estiverem, vai aproveitar com todo o esforço e dedicação que puder.
Como diz o mesmo empresário que citei acima, vulgo José Victor Oliva, ninguém precisa cair do cavalo pra aprender a andar a cavalo, assim como, na minha opinião, ninguém deve trabalhar sem ter a grande chance de conviver com gente boa e motivada. É lógico que cada um precisa trilhar seu próprio caminho, mas ter como espelho alguém que conseguiu chegar lá é aprendizado na certa. E isso não é privilégio de poucos, ao longo da vida todos nós temos experiências assim. Podemos passar por elas absorvendo coisas importantes, ou não. Tudo é uma questão de escolha.
- Derrubei chá quente no teclado do meu computador, ele - obviamente - estragou.
- Estava secando o cabelo, o secador pegou fogo.
- A descarga do meu banheiro, do nada, simplesmente explodiu.
Mas hoje de noite vou ao teatro (!!!) e nada vai ser capaz de tirar o meu humor. Pode cair o telhado que eu continuo sorrindo. E me recuso à acreditar que é tudo culpa da sexta-feira 13. Adoro, aliás. Só falta ter lua cheia...
Das frívolas e corriqueiras reclamações que ouço por aí, a que mais desperta minha atenção é ouvir de alguém: - não consigo ficar sozinho!
Seja em relacionamentos amorosos ou no dia-a-dia, quem não conhece pessoas que precisam estar sempre rodeada de outras? Você já ouviu elas comentarem que vão passar o domingo lendo um bom livro no silêncio de suas casas - vazias? Difícil.
Falei uma vez aqui, e repito, que não entendo em que momento a palavra solidão se tornou algo pejorativo, mas no pouco dos meus 24 anos, tenho certeza absoluta que ela é necessária e saudável, sim!
Há tempos quero escrever mais sobre isto. Existirá data mais adequada do que o Dia dos Namorados? E escrevo principalmente para os solteiros inconformados ou para aqueles que mantém um relacionamento de fachada só pelo medo de voltar a caminhar apenas com duas pernas.
Tenho sorte: todas as amigas solteiras que convivo são muito bem resolvidas. Caso contrário, eu ia querer distância no dia de hoje! Imagina uma pessoa resmungando a cada casal que passa na rua, se lamentando a cada beijo que vê na televisão? Conheço bastante gente assim. E não há amizade que aguente.
É importante ressaltar que ter a capacidade de estar sós não é menosprezar o amor ou a amizade, pelo contrário. Depender de alguém é que é o preocupante! Esquecer de si próprio, trocar o "eu" pelo "nós" e não ter mais certeza de quem gosta ou desgosta do quê. E estar sozinho é muitíssimo diferente de estar solitário. Desculpem-me o lugar comum, mas quem nunca se sentiu abandonado no meio de uma multidão?
Parafraseando a psicanalista Diana Corso, ser uma boa companhia começa a sós. Acho que aprendi isso de uma forma tão clara porque cresci filha única. Brincava sozinha, manuseava o joystick 1 e 2 no vídeo game - fingindo ser duas pessoas, inventava mil histórias e brincadeiras, passava horas desenhando, escrevendo poesias, me divertindo, sozinha! É lógico que eu tinha minhas amigas, minha prima, convivia bastante com crianças da minha idade, mas havia sempre o momento de voltar pra casa, sem irmãos.
Que ninguém me entenda mal: ser, como a gente diz aqui no sul, "bicho do mato", também não me parece nada interessante. Eu, como típica geminiana, amo estar rodeada de amigos, conversar, fazer festa, viajar, conhecer gente nova. Mas conto os dias pra ter um final de semana de folga e ficar em casa fazendo as minhas coisas, com os meus pensamentos, sem ninguém na volta. Sou feliz assim também.
Como diz a mesma psicanalista citada acima, nós já existíamos mesmo quando não tinha ninguém olhando. O amor (ou a companhia) anima, mas não completa. O porto seguro, por mais clichê que possa parecer, tem que estar dentro de nós.
Dia dos Namorados é um dia como qualquer outro. E nenhum motivo pode ser grande o suficiente pra nos fazer infeliz. O solteiro não ganha presente, mas também não gasta. Não sai pra jantar e dar beijo na boca (ou sim! Porque nascemos em uma época que não é preciso estar namorando pra fazer isso - graças a Deus!), enfim, existem mil e uma possibilidades pra se sentir bem nesta quinta-feira básica!
Quanto aos namoros de conveniência, penso o seguinte: não é porque alguém fez juras de amor eterno que precisa empurrar com a barriga um relacionamento que já era. Ninguém pode garantir os sentimentos pelo resto da vida, a gente sente ou não. A gente muda, as coisas mudam, o destino traça outros rumos, nada pára. Quando acontece é muito bom e quando acaba não há nada que se possa fazer, senão dizer adeus. Uma porta se fecha, mas as coisas se transformam pra melhorar.
Então, um 12 de junho maravilhoso pra quem é solteiro e não se incomoda com isso, pra quem ama de verdade e é feliz com seu companheiro (a) e pra quem está (criando coragem) e se acostumando com a idéia de que mudar de rumo é tão interessante quanto ter estabilidade!
Daqui a pouco vou publicar algumas no orkut, mas por enquanto, se vocês quiserem ver... aqui estão todas as 115 fotos da festa de aniversário que comemorei em Porto Alegre com pessoas muito especiais!!!!!
Terça-feira de tarde, minha amiga E. falando no telefone com seu respectivo namorado:
- Amor, hoje de noite vou no niver da Lu, viu?
- Tá, mas até quando vai o aniversário dela?
(!!!)
Esse diálogo só pra explicar pra vocês que o meu aniversário prolongado foi mesmo o melhor dos últimos tempos! Eu sempre faço prolongado, meio sem querer querendo, mas desta vez bateu todos os recordes de quantidade e, principalmente, de qualidade. Depois do domingo no Parcão e na Padre Chagas, uma segunda-feira tranqüila e uma terça-feira de festa maravilhosa em Porto Alegre!! Muita, mas muita gente querida compareceu à minha comemoração, no Entreato Pub! 150 fotos - que ainda não consegui mandar pra ninguém porque saí literalmente de virada pra viajar - risadas, conversas, música boa, amigos e amigas especiais, pessoas que eu não via há muito tempo e até dois baldes de champagne eu ganhei de um admirador que estava por lá! Sabe aquelas noites que poderiam ser intermináveis? Enfim, depois disso dei uma sumida porque na manhã seguinte (quarta-feira) já peguei um vôo pra Minas Gerais. Esses três dias de viagem foram ótimos, mas hoje começou a melhor parte: estamos em São Paulo e domingo vamos para o Rio de Janeiro!
Semana que vem respondo os comentários e volto com a programação normal do blog.
No vídeo acima, apenas 39 segundos do meu maravilhoso 1º de junho de 2008.
Eu gostaria de ter gravado, pra olhar quando quisesse, cada segundo do meu dia. Ele começou às 23h da noite de 31 de maio e, pra dizer a verdade, só vai terminar na madrugada de 3 de junho. Até agora as comemorações foram inexplicavelmente felizes: com risadas saindo fáceis, emoções à flor da pele, telefonemas inesperados, mensagens e recadinhos carinhosos, muitos abraços, muitos beijos, alegria fora do comum. Não sei o porquê, mas devo ser merecedora de cada um dos anjos que a vida me deu de presente. Que fazem eu me sentir querida, importante e privilegiada - e que me matam de saudade. Nas primeiras horas do meu aniversário meia dúzia deles estavam ao meu lado (e assim ficaram até às 4h e pouco da madrugada) e nem deixaram eu perceber que estava longe de casa. A capital paulista é mais acolhedora do que as pessoas imaginam e foi bom demais estar por lá com gente tão especial.
No dia seguinte um sono intenso e a certeza de que dormir era a única coisa que eu não poderia fazer. É meu aniversário, ora essa. Televisão e ócio não combinam com datas comemorativas. Tinhamos acabado de voltar de Sampa e fomos recebidos em Porto Alegre com um frio gelado, o céu limpo e o sol perfeito. Até São Pedro parecia querer me agradar...
Talvez chegue o tempo em que esse dia vai ser só mais um, talvez eu canse de ficar mais velha - o que eu duvido muito, mas por enquanto eu sou boba assim mesmo. Me sinto diferente a cada 1º de junho: quase inabalável. E foi nesse espírito bem resolvido e humorado que dei início a segunda parte dos meus festejos. Desta vez, no famoso Parcão, aqui na querida capital rio-grandense. Chimarrão, natureza, conversas. E de noite, algumas voltinhas pela Calçada da Fama. Comilança, amigas, mais risadas, mais presente e parabéns. Amo muito tudo isso!
Pra completar tanta realização amanhã é a minha festa oficial com muitas pessoas fundamentais na minha existência. Mais uma comemoração repleta de cenas e momentos impecáveis que nunca vou rever no YouTube, na televisão ou no display de uma câmera fotográfica, mas que estarão gravados nos lugares que mais importam: na minha mente e no meu coração. Pra sempre. Obrigada amigos e família querida!
P.S.: se não conseguiu assistir o vídeo pelo blog, clica aqui.
Essas duas danadinhas vivem encrencando a minha vida.
Na teoria: daqui a pouco (8h da manhã) a minha aeronave estará saindo de Porto Alegre rumo a Sâo Paulo/SP.
Na prática: acredito que eu e a Ellen vamos mofar no Aeroporto Salgado Filho. Há dois dias consecutivos ele está fechado por causa do mau tempo. Nada decola, nada pousa.
Desejem-nos sorte!
P.S.: retorno pra Porto Alegre no dia do meu aniversário, 1º de junho.
P.P.S.: e a minha festa vai ser dia 3 de junho, terça-feira!
Depois de três anos - e alguns meses - sem ir ao dentista (por pura preguiça) achei que hoje de manhã ia levar uma bronca, mas que nada! A dentista me deu os parabéns pelos dentes, como ela mesma chamou, perfeitos. Sem placa, cárie, tártaro e afins. Ainda descobri que meus cisos superiores estão completamente crescidos, couberam perfeitamente na minha boca e diferente da maioria das pessoas não precisarei arrancar.
Há tempos eu vinha me sentindo meio, hmmm, antipática? Eu lia tantas coisas legais que vocês escreviam pra mim e vocês nem sabiam que eu tinha achado legal. Pra recuperar um pouco do "tempo perdido" reli - e comentei - todos os últimos comentários (de 02/04 até hoje). Obrigada a todos vocês, amigos queridos, que passam por aqui. :)
Esta é a Bárbara: linda, carinhosa e com um futuro brilhante pela frente. Ela representa uma pequeníssima parte da imensidão que é o meio rural brasileiro.
Hoje o agronegócio do país é responsável por mais de um terço do PIB nacional (ou 500 bilhões de reais/ano). O setor é impulsionado por produtos como a soja, os cereais, mas principalmente pela produção e exportação de carne bovina. Apenas em 2007, produzimos mais de 22 milhões de toneladas de carne e a previsão é que, mesmo com os problemas, esse número aumente de forma bastante expressiva em 2008.
Somente o Nelore (a raça da Bárbara) movimenta, por semana, milhões de reais, gera milhares de empregos diretos e indiretos e representa quase 90% do rebanho bovino comercial. Eis a pecuária de elite: melhoramento genético, pesquisas científicas e muitos resultados. Os animais são verdadeiras estrelas. E os pecuaristas, sonhadores...
Eu ia dizer guerreiros, trabalhadores, competentes (o que, de fato, são), mas sonhadores engloba bem mais o sentido do que eu quero escrever aqui. O sonhador que tem o pé no chão sabe dos obstáculos que vão surgir no caminho, mas não desiste na metade do percurso. O sonhador enfrenta preconceitos, dívidas, escolhas erradas, e segue em frente.
Eu conheço muita gente que herdou dos pais e avós um rebanho vitorioso, uma marca já consagrada (e não tiro o mérito deles, afinal também é difícil demais dar seqüência a um processo que já está em andamento - sem colocar tudo a perder), mas nessa última viagem em particular conheci pessoas que não tinham referência nenhuma com a raça Nelore - ou com o agronegócio - e mesmo assim resolveram se aventurar no desconhecido. Sonharam. Correram atrás e não desistiram. Têm consciência do quanto precisam batalhar e se sacrificar, mas estão felizes, estão realizados. E eu adoro conviver com gente assim: que acredita e vai atrás do que quer.
Quinta-feira passada, no meio de uma transmissão em Goiás, precisei baixar a cabeça e tentar perder o foco pra não chorar junto com um entrevistado que se emocionou ao vivo, na minha frente. A pecuária trouxe muitos lucros pra vida dele, claro, mas trouxe principalmente realização pessoal, amizades e uma forte união com a família. Pelo que entendi, a filha dele tem algum problema de saúde... e a vida no campo é também uma terapia pra ela. Ele encheu os olhos de lágrima falando no assunto e eu tive que me segurar muito pra não fazer o mesmo.
Meu trabalho é tão maravilhoso também por isso. Conheço lugares e, melhor ainda, conheço pessoas. Tenho a oportunidade de, inclusive, me emocionar na frente de um estranho, me orgulhar de indivíduos que acabei de conhecer e ter alguns deles como exemplo do que significa, verdadeiramente, a palavra sucesso. Sem contar que converso e aprendo demais!
Aí eu pergunto: tem como, acima de qualquer coisa, não gostar tanto dessa minha profissão? Ela me permite, simplesmente, trabalhar com pessoas! Pode parecer banal mas, pra mim, é extremamente enriquecedor. Vocês vão me ver exausta, com sono, sem feriado, sem final de semana, mas sempre realizada...
Lendo uma matéria na última Superinteressante, cheguei à seguinte conclusão: eu possuo alterações no gene que controla o meu relógio biológico. O sono perfeito (não longo, mas de qualidade) ainda é utopia na minha vida. Mas hei de alcançá-lo...
Também descobri que dois genes específicos, se alterados, elevam a sensibilidade quando o assunto é doce. Bom, eu devo ter uns dez genes tortos: não consigo ficar um dia sem açúcar. E adoro isso, por sinal.
Mudando de assunto
Depois de vários feriados que culminaram em feriados prolongados (ou feriadões) a televisão insiste em avisar que este é o último do ano. Os próximos vão cair em sábados ou domingos. Desculpem-me a franqueza, mas e eu com isso! Feriado é algo que simplesmente não existe na vida de 90% dos jornalistas. Só tive o do Carnaval e, mesmo assim, por um quase milagre. Sinceramente? Ganho mais quando trabalho em feriados e, de quebra, aprendo a valorizar meu tempo livre. Continuo no lucro.
Goiânia me conquistou
Não fosse o calor, eu ia adorar essa cidade demais demais demais. Vocês devem lembrar que, no ano passado, fiquei revoltadíssima com a chatice e a arrogância dos baianos que conheci (perdoem-me se algum baiano legal está lendo este blog), mas a questão é: os goianos são todos legais! Todos. E já tenho sete dias pra me basear. Só conheci gente querida, humilde e divertida. Ontem, na nossa pseudo folga, fomos convidados pra um churrasco na casa de uma turma muito legal! Além da comida maravilhosa - que fez eu matar um pouco a saudade do meu Rio Grande - o churras era num sítio muito aconchegante. Umas vinte pessoas, muita risada e muita conversa. Eu tinha acordado com um torcicolo terrível e até massagem ganhei de uma esteticista goiana muito simpática! Entre as peculiaridades, pulamos corda e até competimos pra ver quem aguentava mais tempo (!).
P.S.: só falta uma semana para o meu aniversário (vou passar boa parte dele no aeroporto, voltando de São Paulo) e, além de livros, sapatos e roupas, gostaria de ganhar o DVD "Soldados de Hitler", que conta histórias da 2ª Guerra Mundial narradas pelos ex-combatentes nazistas. Obrigada.
Como pode um requeijão da marca mais comum custar cinco reais? E uma caixa de bombons, dez? Eis alguns dos preços da padaria aqui da esquina. Goiânia é tão barata em algumas coisas (roupas, por exemplo) e tão caras em outras. Bom, não vim aqui pra comprar. Nem pra passar calor - teoricamente, porque na prática é o que mais tem acontecido. Eu queria muito um dia nublado, mas não há nuvens por aqui, minha gente!