Lucieli Dornelles
blow-by-blow


Julho 3, 2009

ESCREVENDO ARTIGO PRA ZERO HORA

Amazônia

Lembro que quando estava na faculdade a aula de jornal impresso não era das minhas preferidas. Pelo contrário. Embora eu sempre tenha gostado de escrever e inclusive tenha criado, na infância, um jornalzinho com as notícias da família, sentia dificuldade em amarrar tantas informações sem perder o foco. Diferente de como acontecia com o texto de TV ou rádio, eu ficava aflita em demorar tanto tempo pra finalizar, satisfeita, uma matéria.

Outra experiência do tipo aconteceu no meu segundo estágio em jornalismo. Além de ser cinegrafista, editora e, depois, repórter, também precisava eventualmente fazer o papel de assessora de imprensa (isto é, escrever releases pra distribuir à mídia). No final tudo dava certo, mas eu continuava sentindo que esse tipo de texto, nas minhas mãos, não fluía como os demais. Já havia condicionado na minha mente que aquilo não era pra mim. E o cérebro, burro, acreditava...

QUANTO MAIS VOCÊ FAZ
MAIS VOCÊ PODE FAZER

Desde que li essa frase tratei de difundí-la por aí. Tão simples, mas tão real. Trazê-la pro meu cotidiano foi quase uma obrigação. Eu sempre soube que a prática, quando bem realizada, traz, inevitavelmente, os melhores resultados... só não acreditava que comigo fosse acontecer. Não quando se tratava de jornal impresso.

Hoje tenho um contrato multimídia no Grupo RBS que me faz, além do trabalho na TV, gravar boletins pra Rádio Gaúcha e pra Rádio Rural e escrever matérias, artigos, cases ou contribuições para o jornal Zero Hora.

Quando surgiu a primeira demanda pra ZH, durante a Expointer 2007, fiquei muito apreensiva... queria escrever da melhor maneira possível, só que me sentia travada. Demorei mais do que o normal, como já era de se esperar, mas não fiz nenhum fiasco. Meu nome saiu pela primeira vez no maior jornal do Rio Grande do Sul e eu não cabia em mim de tanta felicidade! Ainda assim, sempre que solicitavam-me algo, quase torcia pra que aquela fosse a última vez.

Tolinha...

No ano seguinte, meu pequeno trauma jornalístico foi superado na marra, não naturalmente. Aqui entre nós, não é mesmo assim que a vida trata de nos ensinar?

SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA

Eu precisava escrever três notinhas pra edição do dia seguinte. Estava tranquila, com o bloco cheio de anotações, o computador ligado e uma hora pra pensar e repensar os meus escritos. Eis que de repente um repórter da ZH me liga com a notícia: - hoje a impressão vai ser mais cedo, preciso do material pra daqui a 15 minutos!

Sufoco mode on.

Confesso que, no estado que me encontrava, pensei que não ia conseguir. Respirei fundo, olhei pro teclado, esqueci o mundo na minha volta e encarnei uma verdadeira repórter de jornal impresso. Em nada lembrava aquela menina de 17 anos, lenta e apavorada, na aula de Jornal I da faculdade.

NOTHING IS IMPOSSIBLE

Hoje, vejam só, cada vez que a editora do Caderno Campo & Lavoura me liga ou manda e-mail solicitando algum material, sinto-me extremamente entusiasmada.

Nessa manhã, finalizando um case, alguns dados e um griffo que serão publicados na semana que vem, lembrei-me com carinho dessa história toda. Fiquei satisfeita ao constatar, mais uma vez, que não existe milagre pra se conseguir algo...

Existe o querer de verdade. O esforço, a dedicação e a prática.

Tem fórmula mais eficaz?

posted by Dornelles, L. | 11:46 PM
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Julho 2, 2009

PARANÓIAS
Cada um com as suas

Eu me sinto muito mais insegura na terra do que no céu, fato. E é por isso que nas estatísticas de trânsito incluo-me no 5% da população que usa cinto de segurança quando anda de ônibus. Sempre tenho a sensação que vai acontecer algum acidente e que preciso minimizar os impactos. Estranho, eu sei. Mas se não fosse, não seria paranóia.

Não tenho medo de avião. Nem de morrer. Mas nunca, nunca mesmo, trago minha agenda pessoal nas viagens. Quem lê esse blog há tempos sabe que tudo que me acontece e/ou passa pela minha mente fica registrado, desde 1996, em agendas (estilo meu querido diário). Embora tudo o que eu escreva seja, atualmente, inacessível para as pessoas, tenho receio de que a aeronave caia e destrua minhas preciosas anotações. Quase mais grave do que "destruir" minha própria vida. Não se choquem, é só uma paranóia.

Tudo na minha vida fica estranho quando não lavo o cabelo. Sério. E esse papo vai muito além da estética. Confesso que não abro mão de tê-lo cheiroso e brilhoso todos os dias, mas, aqui entre nós, toda vez que por alguma eventualidade não posso lavá-lo, as coisas dão errado e meu dia não é tão bom como de costume. Lembrem-se, é uma paranóia.

Não sei dizer o número de vezes que já estava no portão do meu condomínio e me obriguei a voltar até o meu apartamento com a absoluta certeza de que deixei o gás aberto. É importante ressaltar que todas essas vezes ele estava fechado. Mas eu não sigo a lógica e volto quantas vezes preciso. Caso contrário, não consigo passar o dia em paz. Mal comparando, isso também acontece quando estou deitada, quentinha em baixo do edredom, e cismo que não tranquei todas as fechaduras da porta da frente.

Também me tira a paz viajar e não tirar tudo da tomada, ainda que seja só por dois dias. Televisão, som, abajur, microondas, ventilador, o que for. Imagino que, se não fizer isso, vai acontecer algum curto circuito no meu apartamento. Paranóia ou TOC?

Lavar as mãos também é algo que já ultrapassou os limites da higiene básica, embora eu esteja tentando ser menos paranóica em relação a isso. Eu decoro os objetos de casa que já toquei sem lavar as mãos antes. E se, no dia seguinte, pegá-los com as mãos limpas, sinto que ficaram sujas. Desde que fui morar sozinha adquiri uma postura meio exagerada frente à limpeza, mas essa história das mãos piorou desde que comecei a conviver com a Alice, que também é assim. Nos banheiros públicos chego a usar um papel ou guardanapo pra abrir a maçaneta e não entrar em contato com as bactérias das pessoas que têm o hábito de não lavar as mãos.

Um psiquiatra perguntaria: isso tudo atrapalha a tua vida?

Não.

Ah, então tudo bem.

MAS MUDANDO DE ASSUNTO

- São Pedro também atende preces fúteis. Ontem passei o dia reclamando do calor que fazia aqui no Paraná. Hoje amanheceu nublado, frio e chuvoso. É que eu queria (e vou) usar um casacão vermelho que trouxe...

- Ontem fez exatamente três anos que moro em Porto Alegre!

- Hoje trabalho até a meia-noite, amanhã acordo às 3h30 da madrugada, vou de Gol para São Paulo e depois enfrento sete horas de estrada até Barretos.

- Volto pra casa domingo. E passo todo o mês de julho na capital rio-grandense! Muito cinema, caminhadas, chimas no Parcão, fondue com as amigas... nem acredito!

posted by Dornelles, L. | 4:34 PM
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Junho 29, 2009

RESPIRANDO AMAZÔNIA



O vídeo acima mostra minha participação ao vivo no Rural Meio-Dia de hoje. Contei um pouco do que vi nos campos amazônicos do Pará e mostrei depoimentos polêmicos de pecuaristas e ambientalistas.

Não conseguiu assistir pelo blog? Clica aqui.

posted by Dornelles, L. | 9:04 PM
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Junho 28, 2009

AMAZÔNIA
De Galvez a Dornelles (passando por Chico mendes)

Raciocina comigo. O ano é setenta e poucos. A vida no campo não é das mais fáceis. O Governo Federal lança um programa e incentiva, social e economicante falando, a população à migrar para o estado do Pará. É hora de produzir! Derrubem as matas nativas da Amazônia e criem gado. Cresçam, progridam! Quem não desmatar 50% da propriedade corre o risco de não ter os documentos que garantem o direito legal à posse das terras. Empolgação, emoção, riqueza. Gente do Brasil todo trocou a presença de suas famílias por um projeto que tinha tudo pra dar certo. Gente que, agora, precisa voltar atrás. São vistos como vilões pelos desavisados. Precisam pagar uma multa bilionária. E se vêem sem saída diante de uma Legislação que não corresponde às necessidades do criador e da região. A Procuradoria da República me disse, em entrevista, que vai amparar todo a pessoa que chegou na época do "Integrar para não entregar", mas mesmo que isso aconteça, a lista negra já foi divulgada. E até quem está dentro da legalidade sofre os prejuízos. Perde dinheiro, não paga as parcelas dos financiamentos, demite funcionários, paralisa a comercialização, diminui a fonte de renda, etc, etc. A situação é crítica e cheia de contrapontos. E eu tive o privilégio de participar com exclusividade desse dilema. Andei por áreas nunca mostradas na televisão. Conversei com pessoas que nunca concedem entrevista. Vivenciei realidades diferentes da minha, conheci dezenas de histórias e, principalmente, aprendi muito. De uma maneira que só o jornalismo é capaz de ensinar...

O DESAFIO DA REPORTAGEM
Os bastidores da notícia

Amazônia

Amazônia

Amazônia

Amazônia

Amazônia

Amazônia

P.S.: um dos aviões que andei era hiper pequeno e chacoalhava bem mais do que os normais. Medo? Deu é sono...
P.P.S.: na foto da careta... achei que tinha visto uma onça.

EM TEMPO

A partir deste domingo, às 20h30, no Rural Revista... começa a maratona Amazônia. Assistam!

E a série de cinco matérias vai ao ar no jornal, de segunda à sexta-feira, às 19h.

Sintonize em todo o Brasil: Sky 105, Net 35, NeoTV e Parabólica. Ou em todo o mundo: www.canalrural.com.br, ao vivo!

posted by Dornelles, L. | 2:13 AM
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Junho 26, 2009

É QUE TU NUNCA AMOU DE VERDADE

Não saberia contabilizar quantas vezes na vida já ouvi esse diagnóstico. Quem convive comigo sabe que, apesar da racionalidade típica de uma geminiana, de coração de pedra eu não tenho (quase) nada. Mas confesso que já começava a acreditar na referida frase. Foi só carinho, foi só atração, foi a usual queda pelo que parece difícil ou impossível...

Eu tentava encontrar uma paixão arrebatadora nas histórias que tenho pra contar, mas acabava me perdendo no julgamento alheio. Como se nada tivesse sido, de verdade, amor. Precisaria eu de uma relação que me tirasse do sério, do início ao fim do dia? Que mudasse meus pensamentos e fizesse sentir-me desnorteada?

Dia desses modifiquei todos os meus (pré) conceitos. Li a mais perfeita definição de almas gêmeas. E descobri que esse par metade que ouvimos falar desde criança e que, supostamente, vive como num conto de fadas, é, na verdade, uma condição. Ninguém é alma gêmea de ninguém. Uma pessoa está alma gêmea para a outra. Entender que amores podem ser substituíveis e que a conquista é a única coisa que deve durar para sempre - partindo do princípio de que todo mundo muda com o passar dos anos - talvez seja o primeiro passo para tornar eficaz essa realidade.

Li a mais perfeita definição de almas gêmeas. E chorei. De leveza, de tranquilidade. Chorei sorrindo, um choro até gostoso. Chorei minutos a fio, como há muito não chorava. Foi um momento cheio de lembranças que despertou em mim uma certeza que, sabe lá porquê, andou tão adormecida. Senti-me completa: sem a fantasia, o misticismo e as fábulas que nada têm de reais.

Pude entender que já amei. De verdade, de alma, de coração. Sem loucuras arrebatadoras, sem batidas descompassadas no peito, sem perder o controle das minhas atitudes. Amei. Simples assim. Sem muitos obstáculos, sem final melodramático, sem o exagero de filmes e novelas. Amei com a razão e, agora percebo, de que outra característica poderia estar cercado o amor de dois geminianos?

Não há quem não saiba, mas não custa nada ressaltar: muito do que citei no parágrafo anterior resumiria melhor uma paixão. Daquelas que não se sustentam na intimidade, nas picuinhas do dia-a-dia, na dificuldade pra pagar uma conta. Cheguei a acreditar que precisava me entorpecer ou cegar pra deixar de fazer parte da estatística dos insensíveis. Tolinha.

Em 25 anos de existência, meu amor de verdade se estabeleceu na paz, no ombro amigo, na confiança, nas gargalhadas, nas brincadeiras. Concretizou-se em cada careta, em cada resmungo, em cada semblante amassado após acordar. Ficou mais forte em cada problema, em cada tristeza, em cada diálogo. Tive companheirismo, lealdade, ternura e (claro que também) paixão. Tive amor. Nas pequenas coisas. Na paciência ao ouvir meus desabafos e histórias, na parceria ao concordar com minhas idéias às vezes tão longícuas e, principalmente, na força e no apoio ao me ver indo embora.

Agitada, intensa, imediatista, objetiva e ansiosa que sou, quase quis menosprezar a história mais verdadeira da minha vida. Que terminou porque tinha que terminar. Que nunca mais vai se repetir porque o tal do amor ficou lá no passado e porque desde então nós dois abrimos espaço para novos amores. E mesmo sabendo que outra alma gêmea (provavelmente mais importante, mais duradoura...) fará parte da minha vida e da vida dele, não acredito que nossa relação tenha sido menos verdadeira do que a de casais que ficam juntos até que a morte os separe.

Pelo contrário.

posted by Dornelles, L. | 10:44 PM
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TU AINDA NÃO ESTÁS NO TWITTER?

Já ouvi essa pergunta pelo menos umas 30 vezes.

- Mas tu não tens a impressão de que o Twitter é coisa de quem não tem o que fazer? - eu respondia.

Agora, como nerd assumida que sou, e sempre tendo muito o que fazer, diga-se, me rendi.

(Sei que não se usa esse "me" depois de vírgula, mas rendi-me fica tão feio, né? Só pra constar.)

twittando

O que mais dizer?

Sigam-me os bons!

www.twitter.com/lelidornelles

DA SÉRIE, DESCOBRIMENTO GASTRONÔMICO

Lembram que eu não fiz questão de provar os picolés diferentes que conheci na Região do Cerrado? E o único que provei (de cajá-manga com sal), achei terrível. Pra ser sincera, eu poderia ter experimentado, ao longo desta vida de viagens, uma gama de pratos exóticos. Mas confesso não fazer muita questão... acabo sempre comendo o que já conheço.

De qualquer forma, hoje não posso deixar de dizer que o sorvete de tapioca é uma das sete maravilhas gastronômicas até pra mim que não gosto muuuito de sorvete - nem de tapioca!

tapiocando

Façam um favor às papilas gustativas de vocês: provem!

P.S.: trouxe para os amigos e para a família bombons com sabores típicos da Amazônia! Se você se encaixa em um dos dois quesitos dê um jeito de me ver pessoalmente. Não sei até quando vai durar o estoque...
P.P.S.: depois de um dia inteiro em aeroportos e aeronaves, cá estou em Porto Alegre!

posted by Dornelles, L. | 2:53 AM
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Junho 24, 2009

O PORQUÊ DO MEU SUMIÇO



Uma boa causa, não?

Essa foi a primeira de várias entradas ao vivo que fiz na última segunda-feira, direto de Belém do Pará. Agora estou em Redenção, no sul do estado. Dormi uma hora e meia na noite passada e vou dormir umas quatro hoje... mas também por uma boa causa! Estou percorrendo de helicóptero, avião e carro, junto às autoridades do setor, regiões legais de pastagens pra criação de gado, regiões desmatadas, assentamentos da reforma agrária, matas nativas e áreas de preservação permanente. E acompanhando histórias emocionantes, polêmicas e conflituosas! Ah, e destilando de calor, só pra não perder o costume!

Quando der conto mais... beijo!

Não conseguiu assistir o vídeo pelo blog? Clica aqui.

posted by Dornelles, L. | 1:47 AM
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Junho 21, 2009

ILHADA

Minha intenção era mesmo passar o dia hibernando no quarto do hotel, aqui em Belém, já que - como havia dito no post anterior - tenho vários textos, matérias e artigos pra ler. Mas o fato é que daqui a pouco, às 16h, tenho uma entrevista marcada com um empresário e pecuarista do Pará e falta-me coragem para sair na rua. Sério. Ontem quando cheguei, às duas da manhã, mal pude acreditar no calor que fazia... imaginem só agora! A Estael, meteorologista da RBS, já tinha me alertado que a sensação de calor é muito maior por aqui... mas menosprezei um pouco a informação, confesso. O que acontece é que o clima úmido confere uma sensação de abafamento extremamente desagradável. Neste momento sinto-me ilhada no quarto: sem alternativas para superar um calor que não cessa nem com o ar condicionado ligado. Ellen e eu não descemos nem para tomar café da manhã. Também vamos almoçar aqui e, depois da entrevista (que, a propósito, será feita debaixo do sol, no principal ponto turístico da capital paraense) volto correndo pra cá. A ironia da história é que nessa madrugada começou oficialmente o inverno!!

EM TEMPO

Se soubesse que aqui a temperatura - ou a sensação térmica - estaria beirando os 40 graus, jamais teria reclamado do "ar fresco" de Goiás.

EM TEMPO II

Que bom ter nascido num lugar onde posso desfrutar de verdade as quatro estações do ano. E que saudade do ar gelado da minha terra!

posted by Dornelles, L. | 1:52 PM
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Junho 19, 2009

SÓ PRA CONSTAR

Mais de 30 graus em Santa Helena de Goiás. A cidade que não consta nem no GPS. Hoje caminhamos muito por aqui, procurando o lugar para almoçar. Quase destilamos de tanto calor. Incrível como só tem homens pelas ruas. Uma das únicas mulheres que vimos era a frentista de um posto de gasolina. Agora estamos no ar condicionado do quarto. Daqui a pouco vou dar uma estudada. Trouxe milhares de matérias e artigos que preciso ler. Amanhã vamos para Belém, a capital paraense. Voo chatinho e comprido que só chega depois da meia-noite no destino final. Depois vou para Marabá. E Xinguara, Redenção, Santana do Araguaia, etc. Vou sobrevoar áreas desmatadas e visitar fazendas que trabalham com a pecuária de corte na Amazônia. Meus colegas retornam para Porto Alegre e eu sigo pelo norte do Brasil... fazendo, aliás, o que mais adoro nesta vida!!!

posted by Dornelles, L. | 2:12 PM
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Junho 18, 2009

O DIA QUE EU COMI UMA ÁRVORE

Não, não é brincadeira.

Olhei empolgada para um creme bege que, de cima da mesa do jantar, só faltava chamar o meu nome. Parecia bem açucarado - do jeito que gosto - e a cor lembrava o doce de leite mineiro.

Na verdade, era um doce típico da região feito com tronco de uma árvore chamada Jaracatiá. Custamos a acreditar! Depois, descobrimos que a espécie, de tronco macio e miolo branco, está ameaçada de extinção.

Se é por isso confesso que não contribuí muito com o meio ambiente: comi bastante e repeti a dose no dia seguinte. A amiga E., por outro lado, achou com gosto de madeira (quando degustado puro)...

doce

A foto não é muito atrativa, né? Mas o gosto sim, juro!

Aproveitando o embalo, tirei foto de um doce de queijo maravilhoso que sempre faz parte do meu cardápio particular nos hotéis de Minas Gerais:

doce

É só pra deixar vocês com vontade.

Pra compensar, prometo escrever em breve outro post com meus macetes pra emagrecer...

A FAVORITA

Deve ser a milésima vez que faço propaganda da TAM neste blog. Não ganho nada pra isso, mas cada vez tenho mais motivos para exaltar a companhia líder no setor aéreo brasileiro...

Só as pessoas da minha família (e talvez uma ou duas amigas) sabem que um dos meus pratos prediletos, desde criança, é panqueca de espinafre com molho branco. Eis que esses dias, sentada na poltrona da aeronave, ouço a aeromoça anunciar:

- neste voo serviremos panqueca de espinafre com molho branco.

Ganhou mais dez pontinhos.

I WISH YOU WERE HERE

Aí eu nasci...

Deus organizou cada detalhe da minha personalidade. E até pouco tempo eu nem tinha nada de mais para reclamar... mas agora tenho: entre diversas características, qualidades e defeitos, Ele deu-me uma força extra para me dedicar e correr atrás do que eu quero e gosto, profissionalmente falando.

Em compensação, tirou-me toda a capacidade de lutar e/ou investir em quem eu quero e/ou gosto.

"Super legal".

O FENÔMENO

www.canalrural.com.br

Esta matéria, que escrevi semana passada, foi capa do site do Canal Rural e contabilizou mais de quatro mil acessos em menos de 24 horas. O assunto principal? Ronaldo Nazário percebeu que a mina de ouro não está só no futebol e agora também é investidor da pecuária de elite.

Gostei da novidade... acredito que tudo que seja pra movimentar o setor e trazer visibilidade aos criadores brasileiros vai ser sempre válido.

Agora estou atrás de uma conversa com ele ou com o assessor: quero saber se o Fenômeno também vai comprar uma fazenda, se vai trabalhar apenas em sociedade, porquê escolheu a raça Nelore, etc, etc.

Coisas de jornalista...

A PROPÓSITO

Embora o dia não tenha sido de notícias muito interessantes pra nós, jornalistas diplomados, recebi uma tarefa profissional extremamente estimulante e desafiadora: estou indo pra Amazônia! Pauta na ponta da língua, vacinas em dia, coragem e vontade idem.

Feliz, simplesmente...

Quando der conto mais.

Beijo, beijo, beijo!!!!

posted by Dornelles, L. | 4:16 AM
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Junho 17, 2009

VIZINHOS: AME-OS OU DEIXE-OS

E aí um dia a gente acorda, olha-se no espelho e não reconhece aquele rosto todo vermelho e inchado. Palavras nada auspiciosas não saem da nossa mente. Na hora de dormir até paramos pra pensar se somos mesmo a pessoa mais horrível do mundo. Se transgredimos alguma regra, se incomodamos a paz alheia, se não merecemos que nos defendam. Mas o sono repara tudo e o dia seguinte, tal como avisou Cazuza, nasce feliz. A injustiça traz uma força inimaginável, uma vontade de dizer tudo ao mesmo tempo, explicar, comover. De outro lado, a certeza vem de encontro à realidade. Não precisamos provar nada pra ninguém. Somos o que somos e não o que pensam de nós, não é assim que aprendemos? Então deixemos que os loucos falem sozinhos. Não nascemos pra barraco, afinal de contas.

...

Falar na primeira pessoa do plural foi só uma maneira de não parecer tão coitadinha. E o post abaixo apaguei porque o youtube trancou o vídeo - avaliando como conteúdo impróprio para menores (será a pizza de chocolate?).

posted by Dornelles, L. | 12:53 AM
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Junho 14, 2009

SEM SININHO, SEM COLHER DE CHÁ

Quando eu era criança ficar doente chegava a ser poético. Passava os dias lendo gibi, olhando televisão e dormindo. Tinha até um sininho que a mãe deixava ao lado da cama, caso precisasse chamá-la. Mas aí a pessoa cresce, vai morar sozinha, passa a pagar as contas e a poesia pode se tornar um pesadelo. O vírus ou a bactéria não mandam aviso prévio, não sabem que preciso da minha voz pra trabalhar, não atinam que minha viagem não é a lazer e que não posso me dar o desfrute de passar a manhã toda deitada em uma cama.

Passei os últimos três dias um trapo, no sentido mais literal da palavra. O que normalmente se resolveria com uma bagatela de remédios, chás e pastilhas (leia-se: dor de garganta) pareceu infernal num lugar onde nem farmácias haviam. Estávamos praticamente isolados, no meio da BR 050, interior de Minas Gerais. Contentei-me com o mel do café da manhã e com alguns gargarejos de sal com água quente. O local era lindo e maravilhoso, mas, pra mim, não teve graça alguma.

Neste momento estou em São Paulo, esperando o voo que me levará a Porto Alegre, consciente de que lá também não terei colher de chá...

Na imaginação, visualizo a chegada triunfal ao meu apartamento: deixo as malas na sala (preocuparia-me com elas só amanhã), tomo um banho rápido e vou pra baixo do edredom praticar o tão esperado repouso. Mas a realidade me chama: tenho roupas pra lavar, matéria pra digitar pro site, matéria pra digitar pra TV, supermercado pra fazer, e-mails de trabalho pra enviar... e ninguém que atenda o tilintar do meu sininho.

posted by Dornelles, L. | 2:27 PM
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Junho 12, 2009

UM CHÁ DE SUMIÇO, POR FAVOR

- Pra quando é o teu baby?

Foi exatamente isso que perguntei pra uma vendedora barriguda, lá em Belo Horizonte. O detalhe sórdido da história é que a barriga dela era de comida, não de filho.

O que se faz numa hora dessas, dio mio?

posted by Dornelles, L. | 11:02 AM
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Junho 11, 2009

DESABAFO

Embora Pelotas tenha me acolhido por exatamente 22 anos e seja o lugar onde moram as pessoas mais importantes da minha vida, nunca fiz questão de exaltar as belezas ou riquezas (escassas, diga-se) do município.

Muito mais do que sempre querer ir embora de lá, eu sempre soube que ia. Não me arrependo, não sinto falta e não volto mais, obrigada. Tinha certeza que as coisas em Porto Alegre seriam melhores, em todos os sentidos, e não estava exatamente errada.

Mas hoje de manhã não pude deixar de lembrar com carinho de como era bom e menos estressante pegar um táxi na cidade do doce: afora a camaradagem usual do interior e a comodidade de geralmente entrar no carro e o motorista (conhecido) antecipar-se quanto ao local de destino, sinto falta da solidariedade e a simpatia que sempre sobra em uma cidade menor.

Os taxistas da capital realmente conseguem me tirar do sério – salvo pouquíssimas exceções. Pra começar, os queridos sempre arredondam (pra cima, lógico) o valor do taxímetro. Acabei acostumando, de tão normal. Eles nem avisam que vão arredondar, cabe explicar... simplesmente devolvem o troco e nos olham com uma cara impaciente até que saiamos do carro. Todos correm contra o tempo - e não os recrimino em relação a isso - mas não consigo crer que um minuto a mais, parado na rua (enquanto coloco o dinheiro na carteira, a carteira na bolsa e parará) possa fazer tanta diferença na quantidade da clientela. A falta de sorriso e educação do motorista é que sim.

E o modo como somos tratados quando não vamos até muito longe? Eles não atinam que é por ser tarde da noite ou por estarmos carregando malas, sacolas e afins. É quase como se não estivéssemos pagando, como se estivéssemos recebendo um favor...

Certa vez um motorista explicou pra um amigo meu (que saiu da rodoviária para o centro e fez uma corrida que não deu nem cinco reais – a única vantagem do setor aqui na capital, a propósito, é essa: preços baixos se comparados a outros lugares) que é extremamente frustrante esperar, às vezes quase uma hora, na fila interminável de carrinhos vermelhos da rodoviária de Porto Alegre para faturar pouco e ter de voltar pra trás da fila.

Ossos do ofício, queridos. Há coisas cansativas ou chatinhas em todas as profissões, mas não justifica serem estúpidos ou passarem horas de mal humor. E se é assim que vocês se sentem, estão no lugar errado.

De mais a mais, também acho muito frustrante entrar num carro e ter que lidar com uma cara de cachorro bravo. Pior, ouvir um pffff (leia-se: um som bufante) saído da boca do indivíduo (não encontrei a onomatopéia correta pra ilustrar). Pior ainda, ter que corrigir o caminho que o engraçadinho “sem querer” se desviou, achando que não conheço nada da cidade.

Logo quando me mudei, um motorista teve o desplante de negar-me uma corrida pois teria que fazer uma volta na quadra (do ponto de táxi) até chegar ao meu apartamento. A Laura estava me visitando nesse dia e testemunhou: eu quase entrei em prantos! Primeiro implorando pra que ele nos buscasse – e explicando que era nova na cidade, não sabia outro número de táxi e ainda não tinha guia telefônico – e depois, de muita raiva. Não denunciei pra EPTC de boba que sou... quando a irritação passa eu fico com pena, penso que o cara pode ter filhos e mulher pra sustentar e deixo assim mesmo. Tolinha.

Hoje tudo isso veio à tona porque ao chegar na frente do meu prédio, com uma grande e pesada mala, surpreendi-me, pela milésima vez, com a inércia do motorista. Simplesmente apertou o botão do porta malas e não se prestou pra levantar de imediato. A menção em ajudar só veio depois de eu pedir - com muito custo e aguentando a cara de insatisfação do profissional. Não gosto de rótulos, não sou fresca e odeio ser encaixada no quesito sexo frágil, mas... será que já ouviram falar em senso de cavalheirismo?

Pra terminar, não posso deixar de pedir desculpa à parte gentil da classe. É minoria, mas existe. Porque, infelizmente, neste cesto de laranja são várias as frutas podres que acabam difamando o resto.

posted by Dornelles, L. | 11:32 PM
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Junho 10, 2009

AMIGA COM A MAIÚSCULO
E fotos do túnel do tempo...

RJ

RJ

RJ

A primeira lembrança que ela tem de mim é de uma entrada triunfal na sala do colégio, em 1996. É que no primeiro dia de aula eu usava um par de meias verde limão nada convencional. Lembro das meias (eu as adorava, diga-se), mas minha primeira lembrança forte - da nossa amizade - é de uma pesquisa de inglês que fiz na casa dela, também em 1996.

A Laura foi a primeira das minhas amigas a ter um computador, com impressora, internet e tudo! E eu achava aquilo o máximo. Ela tinha mil idéias, era a número um da aula e ainda deixava nossos trabalhos extremamente lindos, com letras e cores diferentes do Word.

Mas isso foi só o pontapé inicial de uma relação que tenho o maior orgulho... daquelas que a gente enche a boca pra dizer que é de infância e tem certeza que é pra sempre, independente das distâncias eventuais.

Nós vivíamos grudadas, até o segundo grau. Juntas, passamos por coisas boas, coisas ruins, amores, separações, cenas hilárias, muitos filmes no cinema, muito videokê, muita risada, muito conselho, jantas, almoços, jogos na madrugada, festas, praias, viagens, conversas intermináveis regadas a um bom chimarrão e pensando bem... até mencionei coisas ruins no início do parágrafo, mas a verdade é que quando penso na Laura só lembro de coisa boa!

E agora mais uma que ela me proporciona: ter de volta sua companhia! Minha amiga querida está vindo morar em Porto Alegre e eu estou realmente muito, muito feliz.

Seja sempre bem-vinda (à capital e à minha vida), Lauzinha!

Te amo.

posted by Dornelles, L. | 8:21 PM
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PODE CAPRICHAR NA COBERTURA

- Tá bom assim?
- Mais um pouquinho, por favor.
- E agora senhora?
- Pode ser mais um pouquinho?
- Assim?
- Só mais um pouquinho.

RESULTADO

A cobertura de chocolate caía pra todos os lados e eu parecia uma maluca degustando meu sundae de ovomaltine.

Não façam isso em casa, crianças!

Pra ver a prova dos nove (leia-se: a foto da lambança) é só entrar no www.fotolog.com.br/lelidornelles.

posted by Dornelles, L. | 1:59 AM
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Junho 9, 2009

Tem certas coisas que eu não sei dizer

Já teve a impressão de estar perdendo alguém ou alguma coisa importante por pura incapacidade de se expressar? Difícil pra uma pessoa que trabalha com comunicação confessar, mas me sinto exatamente assim.

Embora saiba que muitas vezes os fatos não ocorrem do jeito que eu gostaria, não ter o controle da situação me assusta de verdade.

O contraditório é que digo sempre pra mim mesma que não gosto deste tipo de jogo. Mas olho no espelho e vejo uma jogadora. Converso com a amiga de fé e percebo que todo mundo joga. Porque é mais prudente, mais sensato, mais correto...

E quem estabeleceu, a propósito?

Partindo do princípio que o certo e o errado são relativos, andei pensando que talvez seja melhor fazer diferente. Falar. Agir. Tentar uma vez na vida ser mais emoção, menos razão. Mais decisão, menos orgulho.

Ainda que sair perdedora seja o preço de arriscar. Ainda que eu adquira uma postura totalmente contrária do que de costume. Ainda que seja má interpretada. Só pra não dizer que não tentei. Só pra esquecer que muitas oportunidades devo ter deixado pra trás por não saber como me adequar ao jogo.

Procuro ser natural porque é como gosto que sejam comigo. Policio-me contra a insistência porque não gosto de lidar com quem não sabe a hora de desistir. Tento não criar expectativas porque não me agrada quando esperam demais de mim. Mesmo assim, sinto falta de uma estratégia eficiente (se é que ela existe). A minha, normalmente, é desistir de procurar caminhos e sair de campo. Aqui entre nós: não há absolutamente nada de eficiência ou vitória nisso, mas é mais rápido, simples e objetivo, como tudo na vida deveria ser.

posted by Dornelles, L. | 11:53 PM
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Junho 8, 2009

MANHÃ DE FOLGA

Na cidade maravilhosa!

RJ

Quando chegamos a temperatura beirava os 19 graus: inverno quase rigoroso pra quem mora aqui. É engraçado ver as pessoas agasalhadas enquanto nós - acostumadas com o frio "de verdade" do sul do país - passamos o maior calor. Falando nisso, que falta me faz o vento gelado de Porto...

Estou voltando!!

Beijo.

posted by Dornelles, L. | 6:14 PM
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SUSTO AÉREO

Já passei por quase tudo nesta vida de aeroportos e aeronaves. Caos, filas e esperas intermináveis, discussões, falta de respeito, turbulências, atrasos, falta de infraestrutura, tempestades, etc, etc.

Mas no vôo Belo Horizonte - Rio de Janeiro, pela primeira vez, fiquei realmente preocupada. No início era apenas um calor infernal. Pouco tempo depois, um cheiro forte de queimado. Eu dava gargalhadas de nervosa. A Ellen dizia que o coração ia sair pela boca. Ela começou a tremer horrores. Minha cabeça e meus ouvidos pareciam a um passo de explodir.

Segundo a tripulação, só um "probleminha" no ar condicionado. Mas desde o início eu não acreditei. E estava certa: voamos pouco menos de 20 minutos e, nas palavras do próprio comandante, para nossa segurança, retornamos a Minas Gerais. Não deu tempo de caírem máscaras de oxigênio do teto, mas aconteceram duas despressurizações que, pra quem não sabe, são extremamente perigosas e podem ser fatais. Não nos aconteceu nada porque ainda estávamos voando em altitude baixa...

Agora está tudo bem - estamos sãs e salvas na Cidade Maravilhosa - e minha paixão por voar, só pra constar, não diminuiu.

P.S.: a Ellen fez um vídeo dentro da aeronave bem no momento em que o comandante nos explicava o que estava acontecendo... assim que der publico lá no youtube.

posted by Dornelles, L. | 12:10 AM
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Junho 5, 2009

O que se faz dentro de um carro por quase nove horas?

Além de dormir bastante, a gente conta mil histórias, dá muita risada, fala do próprio umbigo e/ou da vida alheia, lê revista, lê livro, estuda, ouve música, canta, espera (engarrafamento de caminhões nas estradas mineiras), escreve e, só pra variar um pouquinho, tira fotos! Estas foram na webcam do meu note que, aliás, já está com os acentos devidamente configurados.

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Como eu ia dizendo, o trajeto é longo e cansativo, mas, parafraseando a amiga Ellen (que não aparece nas fotos porque estava deitada no banco de trás), tudo compensa quando a companhia é agradável e divertida. E é isso que me conforma ao pensar que amanhã temos mais uma longa jornada onde o destino final parece chegar nunca! Sairemos do interior de Minas às 7h e, se tudo der certo, antes das 16h estaremos na capital Belo Horizonte. Adoro tanto aquela cidade! Mas adoro ainda mais o Rio de Janeiro... que é pra onde vamos depois.

Pseudo plagiando a Blitz

Tá tudo muito bom (bom), tá tudo muito bem (bem), mas realmente... mas realmente... não vejo a hora de voltar!

Beijo!!!

posted by Dornelles, L. | 2:35 AM
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